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Doação de Órgãos no Brasil

 Está previsto na Constituição Federal de 1988 do Brasil a legalidade sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante, caso o doador ou a sua família autorize. No entanto, mesmo com as devidas prerrogativas legais, a família do potencial doador não se sensibiliza, fazendo com que a proporção de doadores por milhão de habitantes permaneça deficitária, ainda que haja um aumento tímido em tal proporção. Nesse sentido, podem-se citar alguns fatores que corroboram para a intensificação e manutenção da problemática: ausência de informação acerca do assunto e precariedade das infraestruturas necessárias para o transplante de órgãos.
 Cabe ressaltar, em primeiro plano, a desinformação de processos básicos no que toca à doação de órgãos por parte dos familiares da pessoa que teve morte encefálica como impulsionadora do dilema, haja vista que, muitas vezes, vendo os órgãos do ente querido funcionando, os parentes acreditam que este possa retornar à vida, embora o médico confirme que não, implicando uma falsa esperança e resistência à doação de órgãos. Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos revelam que, em 2016, o número de doadores ficou abaixo do esperado: 16 por milhão de habitantes - considerado longe do ideal. Dessa forma, infere-se que medidas eficazes e urgentes devem ser tomadas para reverter essa estatística.
 Ademais, vale enfatizar a precariedade da infraestrutura necessária para o transplante de órgãos como grande fator na constância do impasse, uma vez que os hospitais estruturados e as equipes especializadas estão concentrados no sudeste, a deixar regiões negligenciadas, a exemplo do nordeste, não aproveitando os órgãos das regiões citadas. Nesse viés, depreende-se que é inadiável o investimento em estruturas hospitalares em todas as regiões do Brasil.
 Para tanto, o Ministério da Saúde deve, pois, promover campanhas televisivas que clareiem os procedimentos do transplante de órgãos e difundir a informação de que a morte encefálica é irreparável, por meio de comerciais com eufemismos em horários nobres, a fim de aumentar a taxa de doação de órgãos. À parte isso, cabe ao Poder Público não só investir em infraestrutura hospitalar, mediante distribuição igualitária de verba para os estados, mas também em cursos que formem médicos especialistas em transplante de órgãos, com o fito de ter melhor proveito dos órgãos. Somente assim, a doação de órgãos será uma medida legal e frequente no contexto brasileiro e os índices de pessoas beneficiadas terão aumentos exponenciais.

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