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Doação de Órgãos no Brasil

  O primeiro transplante vital bem-sucedido aconteceu, em 1954, nos Estados Unidos, e foi realizado pelo médico Joseph Edward Murray. Tal fato, representou um novo marco na medicina e na vida de milhares de pessoas. Entretanto, no Brasil, a doação de orgãos enfrenta problemas, pois grande parte dos possíveis transplantes não acontecem. Nesse contexto, as principais causas desse impasse são a ausência de informação dos familiares do doador e a falta de investimento na saúde. 



   Em primeira análise, apesar dos avanços nos processos de transplantes, ainda nota-se uma longa fila de pessoas à espera de um orgão. Nesse sentido, segundo o Ministério da Saúde, no ano de 2019 houve, aproximadamente, cinco mil potenciais doadores, porém menos da metade das famílias autorizaram as doações. Consoante a isso, a falta de informação dos familiares em relação a morte encefálica, perda irreversível de todas as funções cerebrais, e como ela é diagnosticada contribue para esse problema, pois os parentes dos falecidos confundem a morte cerebral com o coma e acreditam que elas podem se recuperar e, assim, não permitem que o transplante seja realizado.



  Em segunda análise, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil teve um aumento de 7% de 2014 ao ano de 2016, de transplante de órgão, assim aumentando a taxa de sobreviventes por meio das transplantações. No entanto, de acordo com os dados apresentados pelo jornal O Globo, a precária infraestrutura hospitalar aliada à falta de profissionais especializados, dificulta a transfusão desses organismos. Dessa maneira, identifica-se que os necessitados dos transplantes deparam-se com uma negligência estatal, pois não investe o necessário na área de doações de orgãos e contribui para a extensão da fila de espera.



   Fica claro, portanto, que apesar de avanços nos transplantes de orgãos, ainda encontram-se impasses. Diante disso, é necessário que os meios midiáticos em conjunto com o Ministério da Saúde desenvolvam campanhas que esclareçam e informem como é realizada as doações, por meio de propagandas e palestras, a fim de concientizar a população sobre a importância desse ato e se tornarem doadores. Além disso, o Governo deve providenciar mecanismos de eficácia para implantação de equipes especializadas e  investir na infraestrutura, a fim de aumentar o números de transplantes, e assim salvar mais vidas.

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