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Doação de Órgãos no Brasil

     O filme: "Sete Vidas" aborda o cenário da temática preocupante na espera da fila prolongada por um órgão. Ao longo da narrativa, são retratadas cenas de culpabilidade pelo acidente das setes vítimas que o caracterizam na automorte para possibilitar a doação de seus órgãos as pessoas mais próximas. Fora das telas, é observado a ausência de estrutura durante o sistema doativo de órgãos e também a carência de informação para a prática de doação no Brasil. Assim, cabe a análise acerca de causas, consequências e possível solução da problemática.


     Precipuamente, as transferências de órgãos são fatores que acarretam numa ampla preservação. Zygmunt Bauman, sociólogo contemporâneo, defenia os próprios interesses como conjuntura líquida da sociedade em que cada um se preocupa consigo mesmo. Tais métodos, são percebidas pela falta de investimentos do poder público que desencadeam no processamento da doação de órgãos por meio da desestruturação da infraestrutura em alguns hospitais, prejudicando a qualidade do órgão. Como dito por Bauman, as relações escorrem pelos vãos dos dedos; algo grave, tendo em vista o ferimento do direito a vida do indivíduo, previsto na Constituição de 1988, mas que na prática são negligenciadas e tratadas com cautelas.


     Vale também ressaltar os efeitos desse fenômeno. De acordo com a pesquisa publicada no portal G1, a morte encefálica é uma lesão irrecuperável. Nesse sentido, a atividade dos demais órgãos podem ser doados e favorecem a diminuição na espera por um transplante. Em contrapartida, a família é um dos principais fundamentos de escolha para doações e, por esse motivo, tende a acreditar na recuperação do ente querido, teorias sustentadas pelas crenças e religiões. Desse modo, as esperas pela deliberação dos órgãos crescem, não ocorrendo pelo responsável a autorização pela remoção, garantindo gradativamente a barreira da desconstrução desses atos e isso precisa mudar urgentemente.


     Depreende-se, portanto, que a doação de órgãos é uma questão evidente e necessita de mais atenção. O Governo Federal, como instituição regulamentadora do direito ao cidadão, deve criar medidas que reduzam a carência nas esperas de um transplante, por meio de divulgação que incentive a prática importante desse ato em parceria com as esferas educativas e comunicativas, além do investimento na estrutura dos hospitais para que haja mais recursos favoráveis na preservação dos órgãos. Espera-se, com isso, a construção de uma sociedade mais rica em que um se mobilize com o problema do outro, como apresentado em "Sete Vidas".

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