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Doação de Órgãos no Brasil

Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Paralelamente, percebe-se a verossimilhança entre a mensagem disseminada pelo autor e o hodierno cenário brasileiro, uma vez que há muitas pessoas morrendo enquanto aguardam na fila para uma doações de órgãos. Nessa perspectiva, torna-se fundamental a discussão de alguns aspectos para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o problema advém, em muito, da falta de conhecimento da população. Segundo Aristóteles em sua obra "Metafísica", "todos os homens têm, por natureza, o desejo de conhecer". A partir dessa ideia, infere-se que, premeditadamente, o ser humano tem institivamente o interesse em adquirir conhecimento, mas infelizmente, é essencial o uso de ferramentas a fim de divulgar as ações de transplante de sangue e órgãos em propagandas televisivas e "outdoors", no intuito de difundir essa campanha e ativar o desejo de conhecer, citado anteriormente por Aristóteles.
Ademais, é mister que o tempo de isquemia, ou seja, retirada e transplante, reverba no resultado do procedimento cirúrgico. De acordo com o filósofo iluminista do século XVIII, Jean Jacques Rousseau, "o homem nasce livre, mas por toda parte se encontra acorrentado". Por conseguinte, depreende-se que, a falta de estrutura dos responsáveis pelo transplante na República Federativa do Brasil atrapalha a doação de órgãos, uma vez que esse agrupamento de tecidos precisa ser retirado e refrigerado instantâneamente, a fim de ser direcionado ao receptor em questão de horas, dependendo do órgão. Dessa forma, nota-se que o termo defendido por Rousseau foi efetivado: uma massa de população intencionada a contribuir, mas impedida pela baixa funcionalidade do Ministério responsável.
Portanto, medidas são necessárias para resolver essa problemática. Para a conscientização da população, urge ao Ministério da Saúde criar campanhas que divulguem diariamente o transplante de órgãos e informações sobre como proceder, caso o interesse em participar. Além disso, cabe ao Ministério da Cultura criar documentários e filmes que mostrem a história de pessoas que receberam a cura de uma doença através da doação, a fim de ressignificar o transplante. Somente dessa forma, a ideia transmitida por Machado de Assis em “Memórias Póstumas de Brás Cubas” não será mais evidenciada na sociedade atual.

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