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Doação de Órgãos no Brasil

      No ano de 2013, o socialite brasileiro Chiquinho Scarpa acarretou questionamentos entre a população ao dizer que enterraria seu carro novo, pois muitos acharam um grave erro desperdiçar as peças do automóvel. Com isso, esse bilionário quis mostrar a todos sobre a necessidade da doação de órgãos, visto que as unidades que compõem um elemento podem ser essenciais para outras pessoas. Entretanto, observa-se que parcela dos habitantes não realiza essa caridade no cenário nacional. Nesse sentido, convém analisar as principais dificuldades enfrentadas pelo grupo desfavorecido, nos dias de hoje.


         Em primeiro lugar, é relevante ressaltar que a falta de conhecimento em relação ao assunto e as questões religiosas são, na maioria das vezes, fatores motivantes para a elevação dessa problemática. Sob a perspectiva filosófica de Zygmunt Bauman, a maior característica da sociedade contemporânea é o individualismo, o qual faz com que o ser humano dê prioridade a suas exigências pessoais ao invés de ajudar o próximo. Logo,  é inaceitável que setores da mídia não divulguem com maior frequência a respeito da importância dos cidadãos praticarem ações solidárias, uma vez que a carência desta implica impasses a saúde do indivíduo afetado.


         Ademais, a ausência de investimento do poder público na infraestrutura dos hospitais para garantir um bom procedimento cirúrgico e a presença de médicos pouco cuidadosos e desqualificados também corroboram com o crescimento desse desafio. De acordo com recentes dados do G1, 70% dos órgãos doados, nesse último semestre,  não puderam ser utilizados, porque ficaram em ambientes inadequados, os quais prejudicaram a eficácia dessa parte humana. Desse modo, é inadmissível um país emergente, como o Brasil, apresentar sistemas de acesso à qualidade de vida tão falhos, já que grande parte do território sofre com os efeitos dessa negligência.


            Infere-se, portanto, a imposição de medidas para praticar com mais regularidade o que Sacrpa defendia durante sua manifestação. Por conseguinte, cabe ao Estado, agente mediador dessa circunstânica, investir nos espaços hospitalares, por meio de verbas governamentais, com implementação de profissionais que saibam realizar o processo adequadamente. Além de ampliar as campanhas, através de associações com os meios de comunicação que resultem no conhecimento maior da nação sobre a doação. Espera-se, com isso, que essas pessoas que necessitam de um órgão sejam atendidas e tenham uma vida mais prolongada.

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