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Doação de Órgãos no Brasil

Na religião Budista chinesa, existe a cresça de que depois que a alma se vai, o corpo é visto apenas como uma casca, que pode ser usada como o último ato de generosidade, sendo então, o corpo esquartejado e colocado nos templos para alimento dos animais selvagens. Fora da realidade budista, esse ato de generosidade pode ser empregado no sistema de doação de órgãos, que hodiernamente, no Brasil encontra-se em deficit, tanto por problemas no sistema de infraestrutura hospitalar, tanto por problemas na aceita da doação por parte dos familiares dos doadores. Sendo assim, hão de ser analisadas tais fatores para melhor liquidá-los.


É indubitável, que a gestão pública está entre um dos propulsores para o deficiente quadro de doação de órgãos no Brasil. Em consonância com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), o número de doadores aumentou nos últimos anos, mas o despreparo de muitas instituições de saúde pública, se consolidam como um entrave para a elevação desse número, já que a falta de recursos e investimentos no setor ocasiona a inviabilidade do órgão dos doadores. Em suma, a melhoria nas estruturas dos hospitais para efetuar o processo de retirada dos órgãos é necessário.


Outrossim, que pode ser caracterizado como um problematizador para a doação de órgãos no Brasil, é a liberação dos familiares para que os órgãos possam ser retirados no caso de morte encefálica. Certamente, a maioria dos órgãos doados são providos de pessoas que tiveram morte cerebral – devido a questões anatômicas – sendo essa de difícil aceitação para os familiares, gerando um quadro de negação para a doação ser efetivada. Uma comprovação desse fato, é que em 2012, 6 mil pessoas foram diagnosticas com morte encefálica, mas apenas 1800 se tornaram doadoras, ou seja, a resistência familiar por falta de acesso a informação sobre esse assunto delicado, torna-se um fator decisivo para o número de doadores.


Portanto, medidas são necessárias para que a doação de órgãos no Brasil seja solidificada na sociedade. Para que melhore as condições dos hospitais para receber os doares e efetuar a coleta, urge que o ministério da saúde, acompanhado do governo federal, realize melhorias nas infraestruturas de doação, por meio de investimentos nesse setor. Faz mister também, que o ministério da educação e cultura(MEC), integre nas instituições de ensino, palestras com profissionais da saúde, objetivando a conscientização do benefício social da doação de órgãos, moldando os parâmetros sociais a cerca do tema. Somente assim, a doação de órgãos será efetivada no Brasil, não havendo entraves relacionado com as estruturas públicas e a mentalidade da população em geral.

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