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Doação de Órgãos no Brasil

    Outrora – mais especificamente no princípio do que hoje é conhecido como “transplante” –, havia uma condição irreversível para conceder um órgão a alguém: ambos relacionados deveriam ser gêmeos idênticos. Nesta época era, de fato, compreensível o baixo índice de doação, entretanto na contemporaneidade onde só é necessária a morte e a empatia, é possível dizer que o número de cessão se tornara ainda mais chocante no país.


    De acordo com uma pesquisa efetuada no ano de 2016 pelo site Agência Brasil, dentre cerca de 9,86 mil notificações de morte encefálica – mais propícia a doações, pois todos os demais órgãos normalmente continuam funcionando –, apenas 2,87 mil eram doadores efetivos. Isso infelizmente se da por conta da má elaboração da lei nº 9.434 de 1997 que torna o transplante não executável se os parentes não o permitirem – independente de àquele que deseja doar seja de maioridade; em suma, é evidente que a oposição do âmbito familiar, por medo – derivado da falta de informação – é o maior desafio para o assunto. Portanto, faz-se extremamente válida o slogan da Campanha Nacional de 2019: “A Vida Continua. Doe Órgãos. Converse com sua família.”


    Do mesmo modo que pouquíssimos órgãos são doados, se comparados com a quantidade de pessoas que os necessitam, àqueles que recebem a permissão de serem retirados são frequentemente prejudicados e até mesmo se tornam inválidos por conta da falta de estrutura de muitos hospitais do país. Apenas os mais conhecidos têm desenvolvimento suficiente para realizar transplantes – mesmo assim, o Estado é considerado ligeiramente superior aos demais da América Latina, o que faz com que os superiores considerem suficiente o investimento colocado no mesmo – de tal forma, os demais ficam responsáveis em retirar o órgão e levá-lo a um local melhor estruturado para a performance necessária, o resultado disto é a falência de inúmeros durante a locomoção de um ambiente para outro.


    Em suma, parafraseando Foucault, a sociedade moderna possui uma nova organização de poder, onde estão espalhados os micropoderes – ou seja, todos os cidadãos –, por isso com o intuito de atingir maiores índices de doações é necessária a conscientização e a aceitação do âmbito familiar e, ao macropoder, o Estado, é essencial que este faça uma alteração na cláusula da lei citada – nº 9.434 – que evidencia a necessidade de autorização familiar para a doação.

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