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Doação de Órgãos no Brasil

A doação de órgãos é um ato de extrema nobreza, que objetiva salvar vidas através de um transplante, procedimento cirúrgico em que um órgão é transferido de um doador para um receptor. Apesar de sua grandiosidade, no Brasil, o índice de doações é baixo, principalmente pela falta de informação familiar e de estrutura hospitalar, por isso, é necessário o debate à respeito dessa problemática.


Em primeiro plano, sabe-se que no Brasil a doação de órgãos só é permitida em caso de morte encefálica e com autorização dos familiares. Contudo, a religião e suas crenças estão muito presentes na sociedade brasileira, tanto na espera de um milagre pela cura do ente querido, quanto pelo pensamento de que o corpo deve ser preservado. No entanto, a maioria dos livros sagrados sequer falam sobre tal proibição, à qual, segundo os iluministas, impede o progresso da sociedade, visto que um deve se mobilizar pelo problema do outro.


Ademais, depois de outorgada, a doação passa por problemas no nível hospitalar, em virtude da precariedade de alguns hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) e na má distribuição dos agentes especializados na tarefa. Nesse sentido, mais de 70% dos órgãos doados em 2016 não puderam ser aproveitados, segundo o portal de notícias EBC. Da mesma forma, segundo o G1, em 2015, mais de 2,3 mil pessoas morreram à espera de um transplante no país.


Portanto, para que a doação de órgãos seja amplamente difundida no país, urge o investimento do Governo Federal no SUS, não só na melhoria das infraestruturas hospitalares, mas também no incentivo de seus funcionários. Outrossim, é necessário, como o apoio da mídia privada, por meio de seus canais comunicativos, a conscientização para a doação, assim como a desmistificação de preconceitos existentes. Desse modo, espera-se mais agilidade nos procedimentos, e consequentemente mais vidas salvas.

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