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Doação de Órgãos no Brasil

Em Grey’s Anatomy, série norte-americana, é abordada a vida diária de médicos residentes que enfrentam várias questões delicadas durante a trama, assim como a doação de órgãos. Em diversos momentos da série necessitam lidar com as famílias dos potenciais doadores de órgãos e tecidos, as quais muitas vezes não consentiam com a prática, e em outros momentos depararam-se com o problema da falta de disponibilidade de doadores e longas filas de espera. No entanto, fora das telas a realidade não está distante da série, devido não somente a imensa fila de espera para receber o transplante, assim como a falta de informações da sociedade acerca do processo de doação. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser erradicados para promover uma melhora na saúde, consequentemente na qualidade de vida da população.


Primeiramente, é importante salientar que os transplantes de órgãos e tecidos cresceram consideravelmente no Brasil, no entanto a disponibilidade de doadores é muito baixa diante da demanda de pessoas que necessitam da doação. Segundo a Globo cerca de 2,3 mil pessoas morreram a espera do órgão em 2018. Nesse contexto, nota-se as sequelas da dificuldade em possibilitar a transplantação, até mesmo para aqueles que necessitam urgentemente. Em virtude da carência de doadores que possam suprir essa demanda. Além disso, outros fatores são limitantes para o sucesso da ocorrência do transplante, como o transporte desses órgãos até o local que ocorrerá a transplantação e o acesso público à saúde em certas regiões do Brasil. Sendo assim, é lamentável as dificuldades que o país encontra para a efetivação das doações, as quais são de extrema importância para uma parcela da sociedade, pois esta prática melhora a qualidade de vida daqueles que possuem órgãos falhos e pode, principalmente, salvar vidas.


Por conseguinte, o principal fator limitante na doação de órgão são as famílias que recusam a prática. Segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplantes Órgãos) cerca de 45% das famílias rejeitam a possibilidade de doar os órgãos do parente que se encontra em estado de morte cerebral, condição irreversível, o qual torna-o um potencial doador. Nessa lógica, é perceptível a insciência da sociedade acerca do processo de transplante de órgãos, assim como a ocorrência da falta de diálogo com os parentes, pois é necessário esclarecer os desejos de ser um doador. Dessa forma, é incontestável a urgência de melhora na abordagem com as famílias, expondo como, apesar de uma tragédia, pode-se salvar muitas vidas. Ademais, em função de tantas pessoas necessitando de transplante, é uma lastima que órgãos saudáveis se tornem obsoletos.


Infere-se, portanto, a necessidade de providências para mitigar a problemática supracitada. Logo, urge que o Ministério da Saúde, com parceria de ONGs, por meio de verbas governamentais e voluntárias, promova campanhas publicitárias que divulguem informações sobre o processo de transplante de órgãos e de sua importância na saúde brasileira, a fim de conscientizar a sociedade de que essa é uma prática muito nobre e essencial para promover o aumento na expectativa de vida da população. Ademais, é mister que o Estado viabilize o acesso de saúde e transplantes em regiões periféricas e promova uma melhora nas condições dos transportes dos órgãos, por meio de programas de transplante mais eficientes nestes estados, a fim de melhorar o acesso para todos, logo potencializar o sucesso nas transplantações. Somente assim, é possível torna-se viável a contribuição com as pessoas mesmo após a morte.

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