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Doação de Órgãos no Brasil

    A Constituição Federal Brasileira de 1988 garante o direito a vida aos cidadãos do país, sendo assim, a questão da doação de órgãos é um meio de reforçar essa garantia. No entanto, mesmo com o acréscimo dos índices de doadores nos últimos anos, a fila de espera por órgãos no Brasil ainda é longa, mostrando, então, que esses índices ainda estão muito abaixo da demanda. Logo, essa condição torna-se um problema, e, discutir e aplicar medidas são de suma importância sua amenização.


    Primordialmente, há grande alienação das pessoas por parte desse assunto. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgão (ABTO), em 2012, menos de um terço dos pacientes aptos para doação de seus órgãos (paciente com morte cerebral) foram submetidos ao procedimento de remoção. Em vista disso, é perceptível que a falta de informação, associado ao fato de a família ser obrigada a tomar essa decisão em um momento de luto, dificultam para a melhoria desse índice. Desse modo, é de suma importância que a sociedade esteja mais informada sobre esse tópico.


    Além disso, a situação precária da saúde contribui pra tal problemática. A baixa infraestrutura de grande parte dos hospitais brasileiros impede, muitas vezes, a eficácia do procedimento de remoção e manutenção até o transplante. Destarte, promover a melhoria das condições hospitalares são indispensáveis, pois, um possível aumento na demanda de doadores não seria tão eficiente, considerando que grande parte desses órgãos seriam desperdiçados pelas condições da saúde pública atual.


    Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para melhoria do quadro de doação de órgãos no Brasil. Dessa maneira, o Ministério da Saúde – setor responsável para manutenção da saúde pública- deve promover campanhas por meio de propagandas audiovisuais e escritas nas mídias sociais e TV, apresentando esclarecimentos sobre o assunto por profissionais da área da saúde. Isso contribuirá positivamente na tomada de decisão de famílias em situação de doação. Ademais, o Estado deve aumentar investimentos no principal sistema de saúde do país, o SUS, para mitigação dos desperdícios de órgãos por falta de logística e infraestrutura. Assim, a garantia citada na Constituição de 88 será realmente válida para os milhares indivíduos nas filas de espera por uma doação.

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