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Doação de Órgãos no Brasil

A doação de órgãos é um direito instituído pela Constituição Federal, promulgada em 1988, como reafirmação do direito a vida que cada cidadão possui. De acordo com pesquisas do R7, o aumento de doadores no Brasil teve um aumento de cerca de 15% entre os anos de 2016 e 2017, no entanto, tal crescente ainda não é o suficiente para cumprir sua efetividade,  visto que a lista de espera ainda é muito extensa. Diante disso, cabe analisar os fatores que influenciam a abrangência e aceitação do programa de doações de órgãos como, por exemplo, a falta de informações das famílias e a ausência de estímulos propagados pelas mídias.

A principio, de acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a sociedade moderna tem como principal tendência comportamentos individualistas em detrimento de ações solidárias por acreditar que nunca irá precisar delas. De modo análogo, o baixo índice de aceitação das famílias em relação à doação de órgãos, representa essa deficiência comportamental. Tal decisão é feita pela família em um momento de dor e sofrimento e dessa forma, por falta de esclarecimento pode se tornar ainda mais difícil de realizá-la, sendo que eventualmente, a falta de informação sobre o processo e os procedimentos para tornar-se um concessor tem sido uma barreira que impede a maior viabilização de doadores disponíveis. 

Outro fator relevante é que, o desinteresse midiático contribui para o baixo entendimento e permanência do problema em questão. Nesse cenário, Max Horkheimer, filósofo que estudou a indústria cultural, afirmou que a mídia perdeu sua função social em não mais informar e orientar seus telespectadores. Prova disso é que muitas vezes, não se sabe ou não é considerado, que um único doador pode salvar a vida de até outras 20 pessoas. Assim, por meio da omissão da propagação informacional é dificultada a promoção de uma reflexão por parte da sociedade e no âmbito familiar.

Face ao exposto, cabe a reformulação de medidas que garantam alternativas para maior aceitação e abrangência do programa de Transplante de órgãos. Depreende-se, portanto, que o Ministério da Saúde em parceria com setores de Publicidade e Propaganda, redirecione mais verbas para que se possa atingir canais de Tv e rádios, por meio de campanhas e podcasts esclarecedores e informacionais científicos, que ressaltem a importância de se tornar um doador de órgãos no mundo em que vivemos, com empatia e fraternidade ao próximo. Logo, será possível, a curto prazo exercer ,também, efeito  na  diminuição das listas de espera com maior eficácia e abrangência do programa.

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