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Doação de Órgãos no Brasil

Durante e após a Segunda Guerra Mundial, as tecnologias medicinais evoluíram significativamente, de modo que, no ano de 1954, foi possível realizar o primeiro transplante de órgão da história, na cidade de Boston. Tal feito foi, em poucos anos, repetido no Brasil e, apesar de, desde então, a medicina ter se desenvolvido cada vez mais, a doação de órgãos ainda enfrenta barreiras no país. Sendo assim, faz-se necessário entender seus problemas para que medidas realmente eficazes sejam tomadas.

Em primeira instância, é fundamental ressaltar que antigos valores religiosos e conservadores presentes na atual sociedade brasileira são a principal causa do problema. No Brasil, a doação de órgãos só é realizada quando a família do possível doador, qualquer cidadão que tenha sofrido morte encefálica, autoriza, o que não ocorre em quase metade das vezes, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Isso se dá não só em virtude do apego emocional com o falecido, mas também devido ao culto do corpo como sagrado, ainda resquício de pensamentos cristãos não mais defendidos pela Igreja hoje, gerando um panorama de grande insuficiência na então questão.

Ademais, faz-se imprescindível ressaltar que, logisticamente, o país ainda enfrenta muitos obstáculos no que tange à área da saúde. É de conhecimento geral que o Sistema Único de Saúde (SUS) encara, desde muitas décadas, entraves referentes à eficiência e, de fato, uma boa administração, prova disso são os constantes protestos e greves que ocorrem, ao redor do país, com o intuito de haver uma conquista para a melhoria desse serviço. Tendo em visto isso e sabendo que 95% dos transplantes de órgãos realizados no Brasil são feitos pela rede pública, constata-se a gravidade do quadro, que necessita de urgentes reparos.

Torna-se evidente, pois, que, para superação do impasse, urge que o Ministério da Saúde e o MEC realizem, juntamente com líderes religiosos e através de verbas governamentais, campanhas nas escolas e mídias televisivas, sensibilizando a população a respeito do problema e da responsabilidade que nós cidadãos temos uns com os outros, desmitificando ideais retrógradas. Outrossim, o Governo Federal deve investir no desenvolvimento e melhoria do SUS, o tornando mais eficiente e bem estruturado. Só assim poderemos, assertivamente, transformar o feito de 1954 em uma realidade justa e igualitária.

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