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Doação de Órgãos no Brasil

É evidente que todo cidadão já tenha assistido algum filme em que o tema principal se refere a um paciente que está prestes a vir a óbito, precisando de um transplante e na maioria dos romances surge um doador no momento mais crítico, que salva a vida do protagonista. Em contrapartida, no cenário atual do país, existem muitas pessoas doentes que necessitam do sistema de doação de órgãos, mas que infelizmente não conseguem desenvolver sua função da maneira ágil para salvar vidas. Podendo ser explicado pela falta de debate na sociedade e a ausência de infraestrutura necessária.


Inicialmente, a doação de órgãos no Brasil nunca foi um tema que gera um debate naturalmente, uma vez que muitas pessoas preferem tratar a morte como um tabu. Além disso, existe uma série brasileira chamada "Sob pressão", exibida pela emissora Globo, que em muitos episódios conseguiu demonstrar a dificuldade de convencer uma família para permitir a doação de orgãos de seus entes queridos, simultaneamente, com a quantidade de pessoas que necessitam dessa doação para sobreviver. Falar sobre doação de órgãos vai além de um debate social, tendo em vista que é uma decisão que inclúi toda uma família que precisar entrar em concenso para tal decisão. Sendo assim, quando não existe diálogo sobre a doação de órgãos em vida e após a morte, isso se torna uma decisão familiar que envolve um processo mais difícil e que consequentemente faz com que muitas pessoas venham à falecer na fila do transplante.


É de conhecimento geral que a saúde pública no país enfrenta diversos desafios e que a infraestrutura necessária para a agilidade exigida na doação de orgãos é ineficiente e precária. Diariamente são desenvolvidos remédios e tratamentos para diversas doenças, tudo para prolongar a expectativa de vida dos brasileiros, entretanto, é inegável que a falta de recursos para colocá-los em prática impossibilita que a sociedade usufrua desses mecanismos. Dessa forma, nem todo hospital em que estão internados pacientes propensos à fazer a doação conseguem prosseguir por falta de estrutura e quando chega a equipe especializada os órgãos não estão mais em condições ideais. A precariedade em que o sistema de saúde pública vive faz com que a grande massa de pessoas de baixa renda, fiquem a mercê dos recursos do governo e se sintam desamparados nesse momento de fragilidade.


Em síntese, dificilmente a vida será como nos filmes e nem sempre as milhares de pessoas que necessitam de transplante o recebem a tempo. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde em parceiria com o Ministério da Educação realizar campanhas que informem os cidadãos sobre a importância da doação de órgãos, através de palestras de conscientização em empresas e unidades de saúde de forma a atribuir a maior quantidade de cidadãos possíveis. Para que no momento de dificuldade as famílias saibam como se possicionar, partindo do princípio que deve ser um assunto a ser discutido em todas as famílias, permitindo com que muitas pessoas tenham um doador milagroso e assim como nos filmes consigam seu final feliz. 

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