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Doação de Órgãos no Brasil

Na obra literária de Mary Shelley, Frankenstein ganhou vida a partir de partes retiradas de cadáveres. Paralelamente, a doação de órgãos no Brasil é essencial no tratamento de algumas doenças, porém enfrenta desafios como a negação da família em ceder partes de seus entes queridos, bem como, a ausência de infraestrutura adequada em hospitais. Logo, é de suma importância analisar essa questão de saúde pública.
A priori, a rejeição da autorização em conceder os órgãos de familiares que atendem aos requisitos é um dos impasses sofridos por pacientes que precisam realizar esse tratamento. Segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), 47% das famílias se recusam a ceder partes de seus entes queridos. Nesse sentido, pessoas que não autorizam a doação não compreendem que, cientificamente, mesmo com o funcionamento do coração, sem as ondas cerebrais, o indivíduo veio a óbito. Assim, muitas vidas deixam de ser salvas pela escassez desses órgãos, além do despreparo nas infraestruturas de hospitais.
Ademais, a ausência de infraestrutura hospitalar compromete a conservação das partes desses organismos. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado, mediante a políticas sociais e econômicas que visem reduzir agravos ao acesso a esse direito. Por tanto, a negligência do Estado em desprovir hospitais de equipamentos para a conservação dos órgãos afeta negativamente o tratamento de pessoas que tenha somente essa opção para se recuperarem, visto que, sem as condições necessárias de armazenamento, os organismos perdem a ultilidade.


Em síntese, o Ministério da Saúde (MS) em parceria com as mídias pode divulgar campanhas que instiguem a doação de órgãos por meio de depoimentos de indivíduos que já fizeram o transplante, afim de ressaltar a importância dessa atitude. Outrossim, o MS pode garantir a conservação de partes doadas através da disponibilização de equipamentos adequados nos hospitais e por meio de uma parceria com FAB (Força Aérea Brasileira) transportaria os órgãos com mais agilidade para que as partes doadas estejam em boas condições ao chegar em seus pacientes. Então, como Frankenstein, outros indivíduos poderão ganhar vida nova.

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