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Doação de Órgãos no Brasil

Em um episódio da série The Resident da empresa de FOX, conta a história de um paciente que se recusa a receber um coração devido a sua religião, saindo da ficção vemos que isso é um caso comum de se acontecer nos transplantes de órgãos no Brasil, mesmo a maioria das religiões não condenando tal ato, temos o medo das pessoas com relação a cirurgia e ao doador, impedindo a realização do transplante. O controle da família sobre os órgãos do falecido também é um problema que corrobora para os números estarem tão longe do esperado.


O primeiro transplante bem-sucedido foi realizado em Boston pelo DR. Joseph E. Murray que realizou um transplante de rins entre gêmeos idênticos. Até aquele momento a cirurgia era muito arriscada mesmo para gêmeos. Com o passar do tempo a tecnologia teve um grande avanço e isso atingiu a indústria farmacêutica que também se modernizou e desenvolveram os imunossupressores com uma eficiência maior que os anteriores o que permitiu o transplante de órgãos com uma taxa de rejeição e mortalidade muito menor do que era na década de 60. No Brasil o transplante de órgãos começou em 1964 regularizado pela lei 9.434 de 4 e pela Lei 10.211, que foi um grande marco para a sociedade brasileira. O SUS é responsável por mais de 80 por cento dos transplantes ocorridos no Brasil o que ô coloca na segunda posição do ranking de transplantes realizados ficando atrás somente dos Estados Unidos.


Atualmente, quando uma pessoa falece o controle sobre seus órgãos recaem sobre a família, mesmo a vítima sendo doadora de órgão. Muitas vezes a família acaba não permitindo a retirada dos órgãos, isto, ocorre por causa de uma falsa esperança, visto que, as maquinas mantem os órgãos aquecidos e irrigados o que causa uma ilusão de que a vítima ainda possa estar viva, dificultando à aceitação da morte, acarretando a negação da retirada dos órgãos. Como consequência o número anual de doadores está na casa dos 14 milhões o que é muito longe do esperado, visto que, moramos em um país com aproximadamente 211 milhões de habitantes.


Portanto, o Ministério da Saúde deve promover campanhas de conscientização e esclarecimento sobre o assunto, para se quebrar o tabu de vários mitos criados para banalizar a doação de órgãos, com uma amplitude de impacto em toda a nação brasileira, visto que todo mundo pode ser doador de órgãos como também todo mundo pode precisar de um órgão algum dia. Também deve se criar programas de apoio aos familiares dos doadores para que sejam instruídos sobre a real situação do indivíduo, para que não mantenham uma falsa ilusão. Prevendo um conforto da família pela perda de um ente querido, sabendo que a sua morte promoveu vida em outra pessoa.

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