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Doação de Órgãos no Brasil

A saga “Harry Potter” narra à história de um adolescente inglês, o qual vive uma vida comum com seus tios e seu primo, contudo, descobre ser bruxo aos treze anos. Com isto, ao longo da série de livros, ocorrem muitos conflitos entre Harry e seu inimigo, Voldemort, em que muitos órgãos são destruídos e por mágica, reconstruídos. Fora da ficção, se a população brasileira pudesse optar por possuir seus órgãos reconstruídos por mágica, com toda certeza, faria, visto que a doação de órgãos no Brasil é um problema, devido à precariedade no sistema de saúde e a falta de informação sobre o assunto pela sociedade.


Em primeiro lugar, vale destacar que a questão da doação de órgão no Brasil ainda sofre negligência governamental, uma vez que todo o processo é realizado e financiado por meio do Sistema Único de Saúde, que se torna sobrecarregado. Diante disso, embora o país seja o segundo maior transplantador do mundo, falta infraestrutura e planejamento do deslocamento dos órgãos, pois segundo a Associação Brasileira de Transportes de Órgãos em 2018, 1.286 pessoas morreram na espera dos órgãos. Nesse sentido, a falta de investimento público faz com a doação de órgãos não possua um sistema eficiente, desfavorecendo doações futuras.
               Outrossim, vale salientar que a falta de conscientização da população a respeito da doação de órgãos se torna um grande obstáculo para obter novos doadores. De acordo com a Lei Nº 9.434 a doação de órgãos é permitida para todos, porém quando a vontade de doar não é feita por parte do doador, passa a ser uma escolha da família, as quais muitas vezes optam por não doar, principalmente por suas crenças religiosas ou até mesmo por pequenos mitos propagados. Logo, a falta de debate sobre o assunto na sociedade, através dos meios de comunicação para a conscientização geral, faz com que 47% das famílias não aceitem doar.


Portanto, para atenuar o problema da falta de doação de órgãos no Brasil são necessárias medidas sociais e financeiras. Para que a população passe a entender mais sobre o assunto, é preciso que o Ministério da Saúde em parceria com ONGs elabore palestras em locais públicos com profissionais da área da saúde e líderes religiosos, a fim de que dúvidas sobre o processo da doação e a sua problemática religiosa sejam sanadas. Além disso, é necessário que o Governo Federal invista no processo logístico de transportes de órgãos, visando promover otimização do tempo de transporte e a garantia de que chegará no tempo de ser usado. Após todas essas modificações, as condições para a doação de órgãos no país seram ainda melhores que a realidade ficcional de Harry Potter.

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