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Doação de Órgãos no Brasil

   Nos últimos séculos os avanços das ciências biologicas, junto com o avanço da medicina, proporcionaram um grande aumento na expectativa de vida da população mundial. No entanto, no Brasil a medicina tem enfrentado algumas barreiras para conseguir ajudar pessoas e uma que se destaca é a dificuldade para receber orgãos doados. E isso acotence, principalmente, por causa da negativa familiar e da disparidade, de instuições e profissionais certificados para o transplante, entre os estados brasileiros.


   Um fato que comprava  a disparidade geográfica no Brasil, com relação ao transplante de orgãos, é o de que enquanto a cidade de  São Paulo tem o maior centro de transplante de rins do mundo, estados como o Amapá, o Mato Grosso, Belém e Manaus sofrem com a falta de instituições certificadas para transplante, conforme dados do Resgistro Nacional de Transplante. E isso se dá por causa da falta de profissionais gabaritados nesses estados. Somado a isso, os estados do Amapá e Mato Grosso não tem nenhum doador efetivo por falta de estrutura, como ambulatório e exames específicos, o que agrava ainda mais a situação. Com isso, muitas pessoas que precisão de orgãos com pouco tempo de vida fora do corpo humano, como o coração, ficam sem receber pois os pacientes ou os orgãos precisam viajar de um estado para outro, o que pode levar muitas horas.


   Outrossim, a negação familiar com relação à doação de orgãos tem se mostrado outra grande barreira. Uma vez que, 43% da familias, segundo a Associação Brasileira de Transplante (ABTO), optam pela não doação de orgãos no caso de morte encefálica, que é o único caso em que a transferência de orgãos é permitida. E isso acontece, por causa da falta de conhencimento sobre a morte encefálica, quadro clínico irreversível, e ,em menor número, por questões religiosas. Consequentemente, só ano passado a ABTO apontou que havia 39.663 pessoas na fila de orgãos mas apenas 22.668 doadores, ou seja, muitas pessoas que precisavam não conseguiram o transplante.


   Portanto, cabe ao Ministérioda Saúde, pois ele é o orgão máximo em relação à saúde no Brasil, incentivar a doação de orgãos e fornecer recursos para que esses, possam ser transplantados em diferentes estados. Seja por meio da criação de programas de residência em transplante nos hospitais escolas dessas regiões, da capacitação de centros de saúde para o transplante e na divulgação, nas redes sociais e em rede nacional,  das informações sobre a morte encefálica e a importância de doar orgãos. Só assim, a medicina poderá salvar mais vidas no Brasil.

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