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Doação de Órgãos no Brasil

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De forma análoga ao trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que essa pedra é um obstáculo, assim como a questão da doação de órgãos no Brasil. Por se tratar de um assunto bastante relevante, é indubitável que essa problemática precisa ser analisada de maneira mais séria e organizada nos dias atuais. Isso se evidencia não só pela falta de informações na sociedade, mas também a má infraestrutura do serviço público de saúde.


Primordialmente, vale destacar que a ausência de conhecimento pela população reflete, diretamente, na lacuna de doadores. De acordo com o secretário de saúde do Estado de São Paulo, afirma que um dador pode salvar até sete vidas. A partir disso, nota-se que é fundamental disseminar conteúdos sobre esse assunto, principalmente, como acontece a transferência de órgãos e o enorme número de pessoas que serão beneficiadas com novas mudanças, uma vez que a quantidade de doadores é insuficiente para o número de indivíduos que aguardam na lista de espera. Desse modo, é fato que, com a expansão da informação e o reconhecimento pela população, crescerá o número de concessores na sociedade.


Além disso, outro aspecto bastante relevante é o sistema de saúde brasileiro, visto que existe problema, essencialmente, em sua infraestrutura. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social, sobretudo, a vida dos indivíduos. Ademais, na doação de órgão é fundamental a presença de um ótimo serviço público, posto que são necessários inúmeros cuidados para manterem determinado corpo e, posteriormente, a retirada dos órgãos. No entanto, em paralelo com o pensamento de Thomas, verifica-se que não condiz com a realidade, pois, o Brasil possui dificuldade quanto ao serviço de saúde. Dessa maneira, o nosso país precisa de investimentos para garantir a segurança do transplante.


Ao parafrasear Hobbes, para que o Estado garanta o bem-estar, é imprescindível que o Governo tome providências para melhorar o quadro atual. Portanto, cabe aos meios de comunicações disseminarem informações sobre a necessidade das doações, por intermédio de campanhas publicitárias, com a finalidade de convencer a população a se tornarem novos concessores. Além do mais, urge que o Ministério da Saúde invista em profissionais e estruturas adequadas para realizarem os transplantes, por meio de cursos de capacitação e ambientes próprios que garantam a segurança dos indivíduos, com o intuito de oferecerem maiores contribuições para resguardarem uma vida. Somente assim, possa existir a quantidade suficiente de pessoas doadoras e que precisam dos órgãos e, finalmente, a pedra citada por Drummond, seja removida e solucionada.

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