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Doação de Órgãos no Brasil

A doação de órgãos é um direito instituído pela Constituição Federal, promulgada em 1988, como reafirmação do direito a vida que cada cidadão possui. De acordo com pesquisas do R7, o aumento de doadores no Brasil teve um aumento de cerca de 15% entre os anos de 2016 e 2017, no entanto, tal crescente ainda não é o suficiente para cumprir sua efetividade,  visto que a lista de espera ainda é muito extensa. Diante disso, cabe analisar os fatores que influenciam a abrangência e aceitação do programa de doações de órgãos como, por exemplo, a falta de informações das famílias e a sobrecarga da infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS).


A principio, de acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, a cada 100 famílias, 43 se recusam a autorizar a doação dos órgãos de um determinado paciente. Por outro lado, o que muitas vezes não se considera, é que um único doador pode salvar a vida de até outras 20 pessoas. Tal decisão é feita pela família em um momento de dor e sofrimento e dessa forma, por falta de esclarecimento, pode se tornar ainda mais difícil de realiza-la, sendo que eventualmente, a falta de informação sobre o processo e os procedimentos para se tornar um concessor, tem sido uma barreira que impede a maior viabilização de doadores disponíveis.  


Outro fator relevante é que, reconhecido mundialmente, o Brasil tem o maior programa público de transplantes do mundo. Cerca de 95% dos procedimentos de transplantes realizados no país são feitos pelo SUS e assim, é exercida uma  sobrecarga no sistema, o que  consequentemente, implica na qualidade de sua infraestrutura e centralização de equipes transplantadoras em estados mais ricos, desfavorecendo, por outro lado, a abrangência do programa nas inúmeras áreas carentes pelo país.


Face ao exposto, cabe a reformulação de medidas que garantam alternativas para maior eficiência e abrangência do programa de Transplante de órgãos. Depreende-se, portanto, que o Ministério da Saúde em parceria com o setor econômico e financeiro do país, disponibilize e redirecione mais verbas para que se possa descentralizar as equipes transplantadoras com mais profissionais capacitados em aéreas mais carentes, por exemplo. Logo, será possível, a curto prazo, exercer, também, efeito sobre a infraestrutura do sistema com a diminuição de sua sobrecarga,proporcionando, desse modo, mais qualidade e eficiência para os pacientes.

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