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Doação de Órgãos no Brasil

O filósofo, escritor e humanista francês Michel de Montaigne discorre em um de seus ensaios que, a saúde é coisa preciosa na qual merece que se empregue o máximo de esforço possível para mantê-la. Nesse sentido, com atual desenvolvimento da medicina o mundo, os esforços para manter o ser humano saudável e vivo, tem se intensificado. Bem como, a questão da doação de órgãos no Brasil tem sido um desses esforços a favor do ser humano, entretanto, entraves como a desinformação da sociedade aliados a precariedade de hospitais, contribuem para impossibilidade de salvar mais vidas.


Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função do desconhecimento da população em relação aos assuntos que rodeiam a doação de órgãos, impede que outras pessoas sejam agraciadas com um órgão que necessita. De acordo com filósofo Zygmunt Bauman, vive-se um período de banalização do outrem, já que com advento da globalização, as pessoas passaram a se retraírem socialmente, procurando conhecer somente aquilo que lhes é de interesse próprio. Assim, os indivíduos desconhecem que podem ser doadores de órgãos em potencial, por não saber que mesmo depois de falecidas precocemente podem salvar outras vidas, ademais, a família como responsável direto, quando há um parente falecido, se encontram em um estado de luto, são incapazes de entender e permitir que tal processo ocorra.


Por conseguinte, as unidades hospitalares em sua maioria por todo o país, vivem um estado de insalubridade, são incapazes de tratar do processo de doação ou retirada de órgão. O psicólogo social e filósofo francês Émile Durkeim, afirma que as instituições e os indivíduos devem buscar um estado harmônico para que possam avançar em conjunto para o desenvolvimento. Entretanto, o que se verifica são instituições de saúde pública incapazes de disponibilizar meios para que esse avanço medicinal ocorra com eficácia, pois, quando há um doador e um receptor, não há condições físicas para manter os pacientes ou uma equipe especializada no assunto.


Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Saúde (MS) crie, através de verbas governamentais, campanhas publicitarias nas redes sociais e canais de TV aberta, onde detalhem sobre o processo de doação de órgãos e sua importância para aqueles que necessitam, para que mais pessoas se tornem doadoras. Não somente, cabe o legislativo direcionar mais recursos monetários para esse mesmo Ministério, para que estes recursos sejam distribuídos no maior número de unidades de saúde possível, afim de que tenham capacidade física e clínica de lidar com processo de transplante de órgão. Somente assim, como no ensaio de Montaigne, todo esforço será aplicado e a saúde de fato será preciosa.


  

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