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Doação de Órgãos no Brasil

     Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a doação de órgãos no Brasil, verifica-se, atualmente, que esse ideal iluminista consta na teoria e não de fato na prática e, assim, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de conscientização social, seja pela resistência cultural enraizada.


     Inicialmente, observa-se que problemas associados à doação de órgãos não apenas existem como vêm crescendo a cada dia. De maneira análoga, destaca-se como o fator mais recorrente à falta de conscientização social. Igualmente, à falta de de informações unida à escassez de verbas governamentais para a criação de campanhas que enfatizem os benefícios sociais da doação de órgãos impossibilita uma visão empática a respeito do assunto. Além do mais, à falta de políticas para a autodeclaração de doador de órgãos em vida agrava à problemática, abolindo, dessa forma, à conscientização e a vontade individual de cada cidadão brasileiro.


     Como consequência, destaca-se como impulsionador do problema a resistência cultural enraizada. Na série "sob pressão", o médico Evandro, após declarar morte encefálica a um de seus pacientes, enfrenta dificuldades para convencer a mãe do cidadão a autorizar a doação de órgãos devido à esperança de que o quadro de seu filho seja reversível. Apesar de ficcional, o enredo enfatiza uma realidade frequênte no meio social, constatando-se como fatores agravantes assuntos interligados à questões religiosas, emocionais e à dificuldade de compreensão da morte cerebral.


         É evidente, portanto, que a falta de doação de órgão no Brasil é um problema social que necessita de medidas ágeis para o seu efetivo combate. Dessa maneira, faz-se necessário que o Governo Federal, em parceria com as mídias televisivas e sociais, invista em campanhas que visem à conscientização social a respeito do assunto, com o intuito de diminuir as filas de espera de transplantes no país. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve insrir, nas escolas de Ensino Médio, palestras e peças teatrais que tenham como propósito promover uma educação autrísta desde o início da formação psicosocial do indivíduo, com a intenção de desmistificar o assunto para que seja possível o alcance de novas gerações mais conscientes diante à doação de órgãos, pois somente a consciência coletiva transforma as pessoas para que elas mudem o mundo. 


              

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