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Doação de Órgãos no Brasil

      Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, tendo em vista o baixo número de doadores efetivos de órgãos no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejávelmente na prática. Frente à uma realidade na qual a falta de um suporte de conscientização, mesclado a problemas em esferas governamentais e sociais, a problemática instala-se. Nesse sentido, convém analisar as causas, consequências e possível solução para o impasse.


     Precipualmente, é importante salientar que a queda no número de doadores e o aumento nas filas de espera de transplantes, derivam da baixa atuação das esferas governamentais, no que se concerne a criação de mecânismos que coíbam tais recorrências. Tal fato é evidênciado, na qual segundo o site Ebc, em entrevistas  realizadas com médicos, a falta de infraestrutura adequada para remoção e transplantes de órgãos leva a cerca de 71% da deteriorização de possíveis transplantes que poderiam ser realizados. Consoante a baixa infraestrutura, a falta de conhecimento sobre o processo de doação e a baixa colaboração por parte da população, mostram a abordagem pouco efetiva das campanhas já promovidas.


    Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de discussão sobre a pauta dentro de inúmeras instituições sociais colabora para que o tema caia em esquecimento. Frente ao assunto, é de suma importância seu esclarecimento em âmbito pessoal e social, em que o indíviduo deixe claro e registrado sua vontade de ser doador, para que em segunda instância a família não recorra contra o propósito do ato. Somando-se aos aspectos supracitados, faz-se necessário esclarecer que após uma morte encefálica, é cientificamente ímpossivel que a vítima volte a vida, assim a doação de órgãos só tem a oferecer chances à inúmeras pessoas que aguardam  na fila de um transplante.


    Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Segundo o pensamento do jornalista irlandês George Shaw "O progresso é impossível sem mudança". Sendo assim, é necessário que o Governo, em parceria com os Ministérios de Saúde e Educação financiem por meio de verbas governamentais, projetos de educação e discussão sobre a doação de órgãos no  Brasil, através de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos. Além disso, é necessário avaliar e melhorar os mecanismos já existentes em relação ao manuseio e transporte de órgaos, para um efetivo aumento no número de transplantes. Ação iniciada no presente, é capaz de mudar o futuro de toda sociedade brasileira.

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