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Doação de Órgãos no Brasil

       


   Joseph Murray, médico pioneiro na transplantação de órgãos, revolucionou a medicina contemporânea e trouxe esperança para várias pessoas com risco de vida. Apesar da prática ter sido viabilizada em diversos lugares do mundo, o Brasil enfrenta dificuldades em aumentar sua realização, visto que muitas famílias demonstram resistência à permitir a doação. Esse fato, sem dúvidas, está ligado ao pouco conhecimento popular acerca dos mecanismos de contribuição e a falta de equipe médica qualificada para esses procedimentos nos hospitais públicos menos favorecidos.


        Em primeiro lugar, é importante entender o papel da família na questão da doação de órgãos, já que cabe a ela a autorização final do procedimento, considerando os casos de morte encefálica. Nesse contexto, a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) divulgou que 47% das famílias se recusam a aprovar a atividade, isso porque, além de se tratar de um momento delicado, mitos e crenças religiosas influenciam negativamente nessa decisão, tal que pode significar a salvação da vida de um paciente que espera por uma transplantação. Nesse caso, faltam incentivos externos que informem essas pessoas em estado de luto, acerca da segurança, confiabilidade e importância dessa prática solidária. 


         Ademais, a falta de profissionais específicos para tratar das doações, em alguns dos hospitais públicos do brasil, corroboram para um cenário de menor índice de contribuições em áreas afastadas do sudeste, região com maior taxa de transplantes realizados. Nesse contexto, um levantamento do portal Governo do Brasil, mostra a relação direta entre o treinamento de equipes de doação e o aumento de doações efetivadas, isso ocorre principalmente pela maior proximidade entre o profissional e a família do doador, que, uma vez informada dentro dos próprios espaços de saúde, permitem, com maior probabilidade, que o parente falecido seja contribuinte. 


         Destarte, políticas são necessárias para maximizar o número de doadores de órgãos no Brasil. Em primeiro lugar, urge que o Ministério da Saúde juntamente com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, promova campanhas de incentivo à contribuição, por meio de anúncios sobre os mecanismos de doação em rede sociais e pontos de grande circulação de pessoas. Além disso, é essencial que o Ministério da Educação incentive os estudos nessa área, por meio da inclusão, na grade curricular obrigatória dos cursos da área de saúde, disciplinas voltadas para o tema doação e transplantações de órgãos, com objetivo de atribuir aos profissionais mais propriedade sobre o assunto. Essas propostas, juntas, visam um contexto de maior longevidade para os que, hoje, se encontram em longas listas de espera para uma nova vida. 


 

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