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Doação de Órgãos no Brasil

 "O importante não é viver, mas viver bem." Para o filósofo Platão, a qualidade de vida ultrapassa a própria existência. De modo convergente, o receptor de órgãos anseia pela vida saudável, ou seja, pela qualidade desta. Mas, a lacuna de doadores suficientes pra suprir a fila de espera dos transplantes, tem como causas, a falta da disseminação de informações precisas sobre a temática, além do culto ao corpo e suas vertentes, no caso de doação após a morte.


 Nessa perspectiva, a escola de Frankfurt, em sua teoria crítica, corrobora a busca de uma sociedade racional e livre, que atenda às necessidades de todos. Paralelamente, a realidade mostra-se distante de tal teoria, pois a doação de órgãos ainda é debilitada e pouco discutida entre os brasileiros.  A família da vítima, muitas vezes, só se depara com o assunto quando há grande probabilidade de falecimento. Portanto, ela não sabe se o ente nutria a vontade de ser doador, assim evidenciando que, a falta de informações relevantes em vida sobre a doação, gera conflitos para decisão entre doar ou não, prejudicando o andamento da fila de espera dos receptores.


 É notório salientar, segundo informações do livro ‘Bendassolli’, em que afirma a forte relação psicológica entre a resistência da doação de órgãos, e o culto ao corpo do falecido. Para muitas pessoas, o significado do próprio corpo e a percepção que se tem dele, gera o medo de sua mutilação. E, mesmo após a morte, há o simbolismo e a representação do cadáver o mais intacto possível, incluindo os seus órgãos. Isso é constatado no momento do velório, aonde para muitos, é a ultima chance de ver o seu familiar e guardar lembranças. Dessa forma, o apego do ser humano ao corpo diante a morte, inegavelmente interfere no âmbito da doação.


 Em suma, é mister a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado pois segundo Confúcio, saber o que é certo e não fazer é falta de coragem. Destarte, concerne ao Ministério da Saúde, a divulgação da doação de órgãos nos meios midiáticos para informar e incentivar os brasileiros sobre os benefícios de salvar vidas sendo um doador. Além da criação de um site especializado, pelo Ministério da Tecnologia, para que a situação real e detalhada das pessoas na fila de espera seja facilmente acessada, assim, instigando a vontade de querer ajudar o próximo.

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