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Doação de Órgãos no Brasil

Na Mitologia Grega, o leão de Neméia, após morrer, teve a sua pele retirada por Hércules, pois ela possui uma capacidade de blindagem que seria fundamental para ajudá-lo nas suas batalhas. De forma símile, a doação de órgãos consiste no ato de entrega e solidariedade humana, mas apresenta impasses para sua efetivação no Brasil. Nessa vertente, esse empecilho se promove pela desinformação populacional e, consequentemente, pelo aumento de pacientes que continuam na lista de espera.


Em primazia, a falta de informação sobre o procedimento é uma dificuldade enfrentada. À guisa de Platão, filósofo grego, o ser humano está aprisionado mentalmente e ele deve ser induzido a buscar sua liberdade para encontrar o verdadeiro conhecimento. Consoante ao IBGE, 40% das famílias negam o processo de transplantação e o desconhecimento acerca dele é um dos principais motivos para conduzir os familiares a negarem a doação. Logo, o conhecimento é essencial para aumentar o número de órgãos disponíveis para doar e, assim, libertar a mente humana, como explica Platão.


Outrossim, a longa fila de espera por um transplante é um fato notório no Brasil. Desse modo, a série americana “Grey’s Anatomy”, apresenta o cotidiano de médicos e, mostrou em uma de suas temporadas, o drama vivido por um paciente que lutava diariamente para sobreviver até a chegada de um novo coração. Paralelamente, no território brasileiro, mais de 30 mil pessoas estão na lista de receptores de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes (ABT) e essa conjuntura deriva da falta de efetivação das políticas públicas. Dessa feita, o tempo de espera longínquo coloca a vida de uma pessoa em risco e ele deve ser reduzido.


Infere-se, portanto, que a doação de órgãos possui dilemas a serem solucionados. Dessa forma, o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde e a ABT, deve promover um “Programa Nacional de Incentivo à Doação” nas instituições de ensino, postos de saúde, além de usar os meios de comunicação para expor os aspectos e procedimentos dessa prática utilizando ficções engajadas, os comerciais de forma didática, a fim de mitigar a desinformação sobre essa situação e apressar o tempo de transplantação. Destarte, que as situações mitológicas, como a do herói Hércules, sejam refletidas no mundo não-ficcional.

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