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Doação de Órgãos no Brasil

            "Bate Coração" é uma longa-metragem em que Sandro, um homem cheio de preconceito, sofre ataque cardíaco em plena noite de Réveillon, necessitando de transplante de órgão com urgência. Por conseguinte, recebe o órgão de uma mulher transgênero, falecida na mesma data. Paralelamente à ficção, na realidade brasileira há controvérsias acerca do assunto, visto que apesar do grande número de pessoas na fila de espera ainda há o pré-conceito por parte da família do aspirante a doador. Nesse contexto, o processo para doação de órgãos ocorre após a confirmação de morte cerebral, porém há escassez do acesso à informação.


              Em primeiro plano, tem-se ênfase à falta de conhecimento em relação ao assunto, colocando em risco a vida de pacientes. Dessa forma, a inexistência de esclarecimento gera o sentimento de insegurança nos entes queridos, surgindo a dúvida a respeito do diagnóstico concedido. Ademais, as questões emotivas afetam na decisão, transcorrendo-se a ideia do afetado ainda estar em estado capaz de sobrevivência em decorrência dos aparelhos elétricos auxiliares na respiração, ignorando-se o fato de morte encefálica no mesmo.


                De acordo com o supracitado, o paciente é identificado em estado vegetativo após declarar-se ausência de todas funções neurológicas, na qual o sangue bombeado ao cérebro não consegue alcançar seu destino final. Convém destacar a lei da ação e reação de Isaac Newton, orientando que toda ação tem uma reação, evidenciando como ação ferimentos no cérebro e agressões físicas. Diante disso, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, em um ano 2,3 mil pessoas morrem à espera de um transplante no país, tendo em conta crenças direcionadas à espera de um "milagre" em relação ao acometido.


                Portanto, é mister que o Estado tome providências para solucionar o quadro atual. Destarte, a ação do Ministério da Saúde em melhorar a quantidade de anúncios e notícias que tratem da doação como um ato solidário com intenção de salvar vidas, por meio da população, agentes de saúde e a classe médica. Outrossim, o debate nas escolas estimulado por profissionais da área educacional, ressaltando a importância do ato através de filmes e exposição de histórias reais sobre o tema, assim, haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada.

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