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Doação de Órgãos no Brasil

No livro “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, fora da ficção observa-se na realidade contemporânea o oposto do que o autor prega, uma vez que a quantidade de doadores é insuficiente para o número de indivíduos em uma lista de espera, assim causando um óbice. Esse cenário antagônico, é fruto tanto da falta de informação, quanto da exiguidade de empatia da família. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.


Em primeiro plano, convém ressaltar que a escassez de conhecimento acerca da doação dificulta o processo. Nesse sentido, segundo o pensador Thomas Hobbe, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a carência de atuação das autoridades, posto que o Governo não informa de forma eficaz sobre a importância de se doar órgãos para os familiares dos falecidos, dado que a doação consentida está prevista na lei e somente a família tem o poder de autorizar.  Dessa forma, por conseguinte da supressão de noções, muitas pessoas não entendem que por exemplo na morte encefálica o indivíduo não volta a viver, apesar de ter batimentos cardíacos, então no processo demorado de convencimento o coração poderá parar de bater, logo não será mais possível transplantar a maioria dos órgãos vitais. Destarte, faz-se mister a reformulação dessa postura de modo urgente.


Outrossim, é inteligível que os parentes não compreendem o bem que podem proporcionar ao permitir a concessão. Nesse contexto, no filme “Sete Vidas”, é apresentada a vivência de um homem que percebe a chance de transformar a vida de sete pessoas após sua morte através de suas doações e avisa ao seu irmão sua decisão para que seja efetuada. Fora do âmbito ficcional, depreende-se que a compaixão e solidariedade não é seguida habitualmente, suscitando na dificuldade para obter tal aprovação, pois não inferem o fato de um falecido poder ajudar e mudar a vida de 14 pessoas que estão na fila de transplantes de órgãos e tecidos. Dessa maneira, é evidente que a essa realidade funesta precisa ser alterada.


Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Portanto, urge que o Governo promova campanhas informativas, com depoimentos de cidadãos que receberam o transplante e informações acerca do tema nas redes sociais e TV, por meio do Ministério da Saúde em conjunto com emissoras televisivas. Espera-se, com isso, sensibilizar a humanidade sobre essa questão. Logo, o panorama social apresentado por Thomas More estará mais próximo de se concretizar.

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