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Doação de Órgãos no Brasil

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, todos, inerente às quaisquer condições, têm direito à vida. A doação de órgãos é um dos meios de garantir que essa lei universal se concretize. Entretanto, há alguns obstáculos que dificultam a realização do procedimento de transplantes. 



Na contemporaneidade, os números de doadores de órgão teve uma alta de 13,1 por milhão de habitantes para 14 por milhão no segundo trimestre de 2016, segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos). Essa é uma boa notícia, pois, infelizmente, com o passar dos tempos e com o crescimento populacional, somados ao surgimento de novas doenças, a demanda por doações também aumentou. Porém, isso não significa que todos esses órgãos conseguirão ser aproveitados, pois existem fatores que influenciam na concretização do procedimento, como a religião, uma vez que algumas delas condenam essa prática, e a rejeição do corpo ao elemento doado.



Além disso, não são apenas fatores religiosos e biológicos que se apresentam como problemas, a questão estrutural é bastante relevante. Boa parte dos hospitais brasileiros não possuem condições de realizar o transplante, em alguns casos, sequer de coletá-los e armazená-los corretamente. Isso influencia diretamente na quantidade de vísceras que são coletadas pelo Estado, visto que elas poderiam ser bem maiores caso esse problema fosse sanado. Vale ressaltar que todo indivíduo que for declarado com morte cerebral é um possível doador, e apenas em 2012 o número de pessoas que faleceram por meio desse mau foi de 6 mil. Todavia, a doação de órgãos não é obrigatória, para que ela seja realizada, o interessado deve previamente comunicar a sua vontade para família. 



Em virtudes dos fatos mencionados, cabe ao Estado, em parceria como Ministério da Saúde e a ABTO, investir em campanhas sobre doações de órgãos, explicando a necessidade de aderir à causa e como fazer para ser um doador. Acrescenta-se a isso, investir em uma melhor estrutura nos hospitais públicos, com o fito de aperfeiçoar a coleta, a mobilidade, o armazenamento e o transplante do órgão. Realizadas todas essas medidas, o número de doadores aumentará, assim como o número de vidas que serão salvas por eles. 

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