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Doação de Órgãos no Brasil

               De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), hoje, no Brasil são feitos 14 transplantes por milhão de habitantes no país, abaixo dos 16 considerados ideais. Ademais, em face dos alarmantes dados divulgados pela ABTO, compreende-se a necessidade de se discutir os motivos e formas de se combater essa crise de saúde pública. Assim, dois fatos são fundamentais para essa problemática: a recusa das famílias em aceitar a doação de seus entes queridos falecidos e a falta de infraestrutura para manter órgãos viáveis.


             Em primeira análise, vale citar o conceito de imperativo categórico do filósofo moderno Immanuel Kant, que afirma: ‘’age como se tua ação devesse se tornar uma conduta universal’’. Nessa perspectiva, percebe-se que a recusa em doar órgãos após morte cerebral não é uma ação moralmente correta, na visão de Kant, pois, caso fosse universalizada, muitos sofreriam por esse motivo. Dessa forma, observa-se a importância social de sensibilizar a população acerca do tema, além de informar acerca do conceito de morte encefálica, pois é um tema que ainda gera muitas dúvidas na família.
                  Ademais, vale ressaltar que, de acordo com a ABTO, cerca de apenas um terço de órgãos doados se tornam viáveis para transplantes. Isso se deve, muito frequentemente, por conta da ausência de equipes e infraestrutura preparadas em regiões menos povoadas para manter órgãos viáveis até o transplante. Além disso, sabe-se que a logística para a doação precisa ser realizada em poucas horas, para que não se inviabilize certos órgãos. Assim, medidas são necessárias para se transpor gargalos logísticos no transporte e manutenção da vida de órgãos a serem transplantados.


                   Portanto, dado o exposto, compreende-se a urgência em investir esforços para melhorar o cenário da doação de órgãos no país. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Saúde a veiculação de vídeos educativos, por meio de canais televisivos e em plataformas online como o “youtube”, pois são meios de comunicação de massa eficazes, esclarecendo dúvidas frequentes que costumam impedir que as família podem ter que impeçam a doação de órgãos, além de incentivar que as pessoas esclareçam para suas famílias que são doadores, para, dessa forma, se reduzir as filas de transplante de órgãos. Assim, mais um passo importante será dado no sentido de se reduzir as mortes por falta de doações.

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