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Doação de Órgãos no Brasil

Em 1954, o médico Joseph Edward Murray realizou o primeiro transplante de órgão vital, que lhe garantiu o Prêmio Nobel de Medicina. Nesse sentido, no que se refere a doação de órgão no Brasil, é possível afirmar que esse representa um desafio a ser superado, uma vez que essa prática não faz parte da cultura de grande parte do tecido social brasileiro. Isso se evidencia não só pela falta de conhecimento, mas também pela falta de infraestrutura do sistema público de saúde.


Em primeiro plano, vale ressaltar que não se há, no Brasil, a educação voltada para o esclarecimento sobre a doação de órgãos. Nesse sentido, a morte encefálica – quadro definitivo e irreversível- consiste na perda total das funções cerebrais, mas outros órgãos continuam funcionando, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Com isso, a família, por falta de conhecimento clínico e nutrida por esperanças imaginam que o ente possa voltar à vida, algo que pela medicina é impossível. Dessa forma, com a negação da família, muitas pessoas na fila de espera de transplantes são prejudicadas.


Outro fator que colabora com o problema da baixa de doação de órgãos é a falta de infraestrutura da nação. Para tanto, é importante ressaltar que são necessários cuidados especiais para manter um corpo e a posterior retirada dos órgãos, porém, no Brasil, há muitos lugares que não tem a capacidade de realizar o procedimento e a demora no transporte pode levar a falência dos órgãos que estavam funcionando. Essa, de modo infeliz, acaba por deixar de salvar muitas vidas, pois de acordo com o secretário de saúde do Estado de São Paulo, um doador pode salvar até sete vidas. Assim, medidas para melhorar a infraestrutura devem ser tomadas.


Portanto, como medida ampla, o Ministério da Saúde deve incentivar a prática solidária das doações. Para tanto, se faz necessário ensinar a população o que é a morte encefálica, por meio da veiculação de conteúdos nas grandes mídias, capazes de mostrar que a perda das funções cerebrais é irreversível. Além do mais como ação específica, deve, em consonância com as Secretárias de Saúde, fazer fiscalizações periódicas nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), de modo a verificar possíveis falhas na logística da doação e no sentido de facilitar o acesso das pessoas ao órgão tão esperado. Assim, como dizia Martin Luther King, toda hora é hora de fazer o que é certo.

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