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Doação de Órgãos no Brasil

 A atual constituição brasileira garante que todo brasileiro tem direito à vida. Uma das formas de assegurar a vida é através da doação de órgãos. Infelizmente, no Brasil, esse ato ainda é visto como um tabu, pois remete à morte para a grande maioria dos brasileiros, e isso reduz o número de doações no país. Nesse sentido, fatores como a falta de informação e de campanhas que estimulam as doações, o individualismo crescente na população e a conseqüente falta de empatia, são empecilhos que dificultam a doação de órgãos, mas que também comprometem o direito à vida de dezenas de brasileiros todos os dias.


 Primeiramente, o brasileiro detém de poucos conhecimentos sobre a doação de órgãos, e isso, inevitavelmente, limita o número de doações. A grande maioria da população possui uma imagem negativa sobre esse assunto, pois o relaciona  diretamente à morte e não à vida. Ambas as relações são válidas, entretanto, o ato de doar representa uma oportunidade de reacender a vida de quem necessita de um novo órgão para sobreviver, e ela pode ser realizada não somente após uma morte cerebral, mas também em vida, como é o casa da doação de um dos rins, da medula óssea etc.. Além disso, o brasileiro ainda não tem real entendimento do que é uma morte cerebral, e isso gera nesses casos uma crença de que aquele ente pode ainda sobreviver, o que não acontece. Dessa maneira, são por motivos como esses, que mais informações e campanhas, atualmente sazonais, devem ser propagadas ao longo de todo o ano entre a população.


 Ademais, frente a Era Digital que o brasileiro vive, o individualismo tem se tornado crescente na sociedade, e isso, inevitavelmente, impede que ações empáticas, como a doação de órgãos, sejam beneficiadas. No Brasil, para que a doação se concretize é necessário que a família do doador permita a ação. É exatamente nesse momento do processo, que a grande maioria das possíveis doações não acontece, pois cada indivíduo da família guia-se na sua visão pessoal, ou seja, é o fenômeno do individualismo do homem moderno descrito por Bauman. Essa manifestação faz com que o homem negue toda a ligação de subordinação com as instituições sociais, abdicando até mesmo de valores. Dessa forma, se a sociedade brasileira moderna continuar se individualizando e não sendo empática para com o seu próximo, tanto a doação de órgãos quanto outros problemas sociais vão ser agravados no país.


 Portanto, em lei a vida é garantida a todos brasileiros, mas na realidade isso não acontece em rigor. A doação de órgãos no Brasil precisa crescer em importância e em números, para isso é necessário que o Governo Federal faça algumas mudanças. Em primeiro lugar, uma nova lei sobre doações deve ser promulgada, em que todo brasileiro que quiser ser doador de órgãos deve fazer um documento que comprove essa vontade. Depois, ele vai ser digitalizado e arquivado no Sistema único de Saúde (SUS). Em segundo lugar, é preciso melhorar as campanhas publicitárias sobre esse assunto, colocando informações como o que é morte encefálica, como doar órgãos em vida, os benefícios e cuidados etc.. Assim, com essas mudanças, o número de doadores aumentará e mais vidas serão resguardadas. 

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