ENTRAR NA PLATAFORMA
Doação de Órgãos no Brasil

Em um episódio da série estadunidense “Greys Anatomy”, é narrado o drama vivido pelo paciente Denny Duquette que se esbarrava na carência de doadores de órgãos. Analogamente, a doação de órgãos no Brasil é uma problemática, visto que a decisão de concessão é exclusivamente da família do doador e há uma falta de informação em relação a isso. Decerto, esse cenário merece um olhar mais crítico de enfrentamento.


Primordialmente, é importante destacar que a Constituição Federal de 1988 (CF) estabelece o direito da família em decidir acerca da doação, o que se torna um empecilho. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2013, 47% das famílias se recusaram a doar os órgãos de seus parentes, número que demonstra a dificuldade de aceitação da família. Dessa forma, se encaixa a máxima do sociólogo Zygmunt Bauman, em que a incerteza foi sempre o chão familiar da escolha.


Além disso, a CF assegura-se o direito de todo cidadão ao acesso à informação, porém isso não acontece na prática, posto que há uma carência de informação acerca da doação de órgãos. Ademais, os “tabus” criados pela sociedade contribui para que os cidadãos não busquem informação, por exemplo, as crenças e a religiosidade. Desse modo, a falta de conhecimento torna-se um bloqueio na doação de órgãos.


Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É mister que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação crie, por meio de verbas, campanhas nas escolas e redes sociais, a fim de informar os cidadãos acerca da doação de órgãos e do papel fundamental da família do doador em poder salvar vidas e ajudar o próximo. Destarte, contribuir para que não ocorra mais casos semelhantes ao de Denny em “Greys Anatomy”.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde