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Doação de Órgãos no Brasil


   Com o advento das grandes guerras mundiais do século XX, a doação de órgãos tornou-se possível, salvando e auxiliando inúmeras vidas. Embora esse benefício tenha se tornado uma realidade, no Brasil, a doação de órgãos ainda é pouco procedida, sendo uma adversidade a ser enfrentada no país. Esse impasse é decorrente em razão da falta de infraestrutura do Sistema de saúde e da desinformação acerca do processo de doação.
   Uma das dificuldades da doação de órgãos do Brasil é a falta de infraestrutura do sistema de saúde. Hospitais lotados, escassez de profissionais e falta de estrutura, essa é a realidade do Sistema único de Saúde(SUS) na maior parte do país, principalmente em regiões mais pobres, como no interior do Norte e Nordeste. Essa situação somada a concentração de recursos, que de maneira geral, se concentram nas regiões Sul e Sudeste do país, prejudica a logística dos transplantes, os quais necessitam de todo uma aparato, como transporte e uma equipe de médicos para efetuar a doação, dificultando a coleta nas localidades com limitações. Prova dessa realidade é a pesquisa disponível no site BW Brasil, que afirma que 54% das doações se concentram no Sudeste. Esse dado é importante para compreensão de que os recursos dessa região é um fator da concentração de doações.
   Além disso, a falta de informação sobre o processo discutido também é um entrave que acomete os baixos índices de doação. Muitas crenças populares estão ligadas ao processo de doação, de forma a resultar na não aprovação da família do possível doador. Exemplo dessa situação, é que muita gente acredita que os médicos podem querer antecipar o óbito dos pacientes em estado quase terminal para utilizar os órgãos dos mesmos. Outra crença dos familiares do provável doador é achar que em casos de morte encefálica ainda estão vivos, de maneira a não autorizar o processo. Essa situação somada a necessidade de rapidez no procedimento de retirada dos órgãos do doador até a tentativa de convencer os familiares da vítima a permitir a doação.
  Portanto, medidas são necessárias para que a doação de órgão possa crescer e salvar a vida de mais pessoas. O Governo Federal e os Governos Estaduais, junto ao Ministério da Saúde, devem investir na melhoria de hospitais das regiões com menor aparato para a coleta e transplante de órgãos, disponibilizando estrutura, materiais, profissionais e transporte, por meio de uma maior oferta de verba para saúde que permitirá a participação mais numérica desses locais nos índices de doação. Outrossim, o Ministério da Saúde, em parceria com os setores midiáticos, deve promover propagandas diárias nos canais de televisão, rádio e internet, por meio da exposição dos mitos, dúvidas e importância da doação de órgãos, a fim de desconstruir preconceitos e falsas crenças sobre esse procedimento. Dessa forma, será possível o crescimento nos índices de doação de órgãos.

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