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Doação de Órgãos no Brasil

 O Brasil é um dos pioneiros na doação de órgãos, tendo nos últimos 15 anos um aumento de quase 130% nos transplantes e com 90% deles sendo realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o Ministério da Saúde (MS). Porém, mesmo que o cenário pareça favorável, o transplante de órgãos encontra obstáculos em seu processo, como por exemplo o tabu ao redor desse tema e a falta de preparo de alguns profissionais. Sendo assim, é extremamente importante procurar formas de solucionar esses obstáculos.


 Primeiramente, é importante ressaltar que uma das causas das famílias não autorizarem o transplante de órgãos é a falta de preparo dos profissionais que irão lidar com elas, pois a morte de um ente querido é um momento extremamente delicado e doloroso e muitas vezes os enfermeiros e médicos não sabem como lidar com as pessoas nesse momento de luto, fazendo com que sejam grosseiros e insensíveis. Segundo Bartiza Roza, professora da Unifesp e coordenadora de estudos acerca da doação de órgãos, o motivo da negação dos familiares deve-se ao fato da abordagem dos funcionários de saúde ser muitas vezes, mecânica e truculenta, tornando necessário capacitar esses funcionários para que possam atender de forma mais adequada os parentes do paciente.


 Outro sim, é o fator da desinformação. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABORT), 47% das famílias se recusam a autorizar as doações. E isso se dá devido ao fato de que muitas vezes essas famílias não têm acesso a informação de como esse transplante é feito, ou até mesmo da importância social dele, fazendo com que elas sintam receio em autoriza-los. Sendo assim, a informação se torna uma poderosa arma para o progresso da doação de órgãos no país.


 Portanto, se faz necessário que o Ministério da Saúde capacite os profissionais que irão lidar com essas famílias por meio de oficinas e aulas práticas - que abordem temas como a responsabilidade afetiva, empatia e solidariedade- para que eles saibam como aborda-las nessas situações delicadas e dessa forma passar mais informações e tranquilidade a elas. Em paralelo a isso, a mídia em parceria com o MS deve realizar campanhas publicitárias e panfletagens, com o objetivo de informar e conscientizar a população à respeito da importância da doação de órgãos, para que dessa forma, mais órgãos possam ser doados e consequentemente mais vidas possam ser salvas.

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