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Doação de Órgãos no Brasil

     O Filme "Sete Vidas" é interpretado pelo ator Norte-americano Will Smith e questiona a importância da doação de órgãos para a reconstrução pessoal, haja vista que o personagem reconstitui a vida de 7 pessoas ao se suicidar cerebralmente em prol desse ideal. Fora da linguagem ficcional, a questão da concessão de partes internas-externas do corpo humano ainda é um problema para a rede de Saúde Pública canarinha e revela o quanto os mecanismos sociais e culturais ainda são frágeis e egoístas. Sob esse aspecto, faz-se necessário, analisar os fatores e possível solução para esse triste cenário em nossos dias.
    Inicialmente, é importante destacar o meio cultural como um motivador histórico da menor quantidade de doação de órgãos. A exemplo disso, a cultura Egípcia Antiga já demonstrava inclinação a essa não concessão, visto que acreditavam na vida após a morte e mantinham os corpos em estado de dormência para que esse espiríto pudesse retornar. De forma análoga, em nossos dias, a cultura Cristã também propaga uma espiritualidade muito forte, ou seja, a crença em milagres para a restituição da vida de entes queridos que tiveram morte cerebral impede culturalmente a decisão familiar de ajudar o próximo. Logo, é incoerente que questões culturais interfiram de forma equivocada em uma discussão de Saúde Pública e solidariedade.
       Ainda mais, a falta de conhecimento acerca do procedimento de transmissão de órgãos é um problema que permite o baixo número de transplantes. No Filme "A Escolha", a personagem de nome Gabby possuía um portfólio assinado que autorizava a doação de suas estruturas em caso de morte cerebral. De acordo com esse ideário ficcional, as pessoas desconhecem acerca desse processo jurídico que envolve a doação e a aceitação de sua própria morte, o que passa a ser decisão familiar e que na maioria das vezes inviabiliza a concessão dos elementos corporais. Configura-se, então, um cenário problemático e alarmante. Portanto, é inaceitável que mecanismos sociais de educação não deflagrem sobre o assunto nas redes de escolas da nação canarinha e aumente o número de doações.
          Desse modo, o Governo Federal deve rever os processos sociais e da rede de Saúde Pública  em que está inserido a dinâmica cultural brasileira, por meio de estudos dos perfis da população, com busca de depoimentos de pessoas do sistema de doação e alternativas que produzam uma possível educação acerca da importância da concessão de órgaos. Espera-se, com isso, aumentar a doação de estruturas corporais e revitalizar o sentido da vida para os recebedores.

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