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Doação de Órgãos no Brasil

     Embora o Brasil tenha o maior programa público de transplantes de órgãos, ainda é alto o índice de não autorização dos familiares. Isso acontece, em parte, porque tais famílias desconhecem os processos do procedimento e conceito básico como morte encefálica, duvidando da segurança da doação. Nesse sentido, dois aspectos fazem se relevantes: falta de solidariedade familiar e ausência de campanhas.  
     Em primeiro plano, evidencia-se que a falta de solidariedade é fator determinante para permanência do dilema de doação. Segundo o Ministério de Saúde (MS) mais de 45% das famílias recusam a doar órgão de parente com morte cerebral. Decerto, a falta de informação e comunicação entre os membros, dificulta a aceitação do sugestionamento dos médicos sobre a importância da retirada dos órgãos.  
     Faz-se mister salientar, ainda, a ausência de campanhas como impulsionador do problema. Em 2013, o cirurgião brasileiro José Lima Oliveira Júnior criou o movimento “Setembro Verde” que tem como objetivo inserir no cotidiano das pessoas a temática de doação de órgãos e incentivar o cidadão a declarar para seus familiares e amigos a intenção de ser um doador. Entretanto, essa campanha não é debatida em todas cidades, e consequentemente a falta de informação e conhecimento prevalece.  
     Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, o Ministério de Educação (MEC) juntamente com as Secretarias de Educação deve desenvolver palestras em escolas e divulgações nas ruas por meios de distribuição de panfletos e apresentações de projetos a fim de informar a população e mostrar a importância de se comunicar entre os membros familiar e deixar explícito a sua vontade de ser doador. Dessa forma, o projeto “Setembro Amarelo” será reconhecido e fará efeito em todo o tecido social.  

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