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Discurso de ódio e liberdade de expressão

Apesar de não se encontrar na tabela periódica, a liberdade de expressão vem se transmutando(transformando) em um elemento já bem conhecido: o ódio. Em consequência disso, nasce em muitos a dúvida sobre o que é e até onde vai cada um desses. Sendo que o maior problema não é dizer o que pensa, mas sim a forma como é dito o pensado.
O uso do argumento de que a constituição de 1988 garante aos cidadãos plena liberdade de expressão é, sem sombra de dúvidas, o pilar daqueles que querem falar o que bem entendem como o "correto". Em contrapartida, antes disso, seria necessário lembrar que onde termina os direitos de um começa os do outro. Francis Bacon, filósofo moderno, teorizou sobre os ídolos, ou melhor: a teoria dos ídolos; Nesse conjunto, o pensador listou alguns pontos que podem fazer o homem ter problemas na chegada ao conhecimento. O ídolo da caverna, foi nomeado por ele como aquele que se estabelece em nós como os preconceitos particulares, ou seja, aqueles que já existem em nosso interior. Infelizmente, esse interior acaba se aderindo ao exterior de forma violenta.
Violência essa, que em grande parte dos casos tem o fator de liberdade de pensamento e expressão como uma "muleta" para o ódio. "Posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la", assim afirmou o filósofo iluminista Voltaire no séc. XVIII. Apesar de já nos encontrarmos no séc. XXI, esse "direito de dizê-la" é, de certa forma, desvirtuado. Afinal, como um indivíduo usa de suas redes sociais(na maioria dos casos no anonimato) para denegrir um novo por sua etnia, religião ou até orientação sexual? Até quando ferir os direitos do outro será considerado sinônimo dessa manifestação de expressão? Não tão simples, mas é óbvio que é enquanto a impunidade e a falta da prática das leis perdurar.
Por conseguinte, torna-se evidente como a distinção entre um ato(ódio) e o oposto(liberdade de expressão) devem ser cada vez mais destacados na contemporaneidade. Para isso, é necessário uma transformação nesse contexto, principalmente na visão da sociedade sobre o assunto. A mídia (TV, rádio, internet...) tem como papel principal propagar o conceito atualmente avesso, além de mostrar as consequências de tais práticas na integridade das vítimas. Não obstante, o governo pode criar um sistema de monitoria on line que vigie o mundo virtual e de outro lado intensifique as leis de punição já existentes para os agressores.
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