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Direitos autorais e plágio na internet

         Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo durante a ditadura no país, estava esmerado ao postular:"O Brasil é feito por nós. Está na hora de desatar os nós". Desse modo, pode-se relacionar a paranomásia supramencionada com o plágio na internet, de forma que esse imbróglio deve ser solucionado, tendo como enfoque a manutenção dos direitos autorais. Dessarte, essa problemática é fruto tanto da falta de instrução sobre o assunto, quanto da inobservância das leis, por conseguinte, urge a necessidade de reflexões acerca do tema aludido.
      Mormente, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a modernidade é caracterizada pela fluidez e constantes mudanças acentuadas pela internet. Todavia, as escolas não acompanharam essa evolução e ignoraram a necessidade de discutir sobre o mundo digital e as leis dentro dessa conjuntura. Dessa forma, os direitos de inúmeros criadores são desrespeitados na esfera digital pela falta de informação, como é visto em uma pesquisa feita pelos alunos da Unicamp, em que somente 13% dos discentes sabiam o que era plágio. Nesse sentido, a noção de direitos autorais é deturpada na internet, ocasionando uma banalização do roubo intelectual de obras.
         Outrossim, na esteira de pensamento do sociólogo Gilberto Dimenstein, os brasileiros são cidadãos de papel, pois os direitos desse povo estão restritos à teoria. Dessa maneira, o pensamento mencionado anteriormente se mostra verídico na realidade dos autores, que vêem a posse intelectual das obras deles sendo roubadas, sobretudo na internet, mesmo que a Magna Carta assegure o contrário. Nesse sentido, não basta a existência das leis, é imprescindível sua fiscalização e aplicação.
        Infere-se, portanto, que é mister elucidar ações para mitigar os impasses supracitados, como a implementação de matérias no currículo escolar, feita pelo Ministério da Educação, que informem sobre a jurisdição no mundo digital, por meio de um ensino prático e palestras de advogados sobre o assunto, objetivando que sejam evitadas infrações por falta de instrução. Ademais, é importante que a Secretaria Especial de Comunicação em parceria com o Ministério da Segurança, crie um aplicativo em que os autores poderiam colocar suas obras e fazer uma busca na internet de conteúdos idênticos, com a finalidade de facilitar a constatação de plágio e possibilitar à aplicação de uma pena para os infratores. Espera-se que, assim, o plágio na internet seja mais um nó a ser desatado no Brasil.

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