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Direitos autorais e plágio na internet

     O geógrafo Milton Santos afirmou que a nova era da informação em excesso, resultado de um processo de globalização e surto tecnológico, acarretaria problemas sociais para a pátria. Nesse sentido, o plágio e os problemas com direitos autorais na internet configuram-se originários predominantemente de uma má fiscalização virtual, que resulta em muitos casos de pirataria. Além dessa impunidade jurídica, destaca-se a falta de incentivo à criatividade nas escolas, causa de uma banalização dos alunos com relação à cópia. Logo, torna-se necessário combater o plágio por meio de suas principais motivações: a pirataria e o silenciamento.

     Dessa forma, as tecnologias, ao mesmo tempo que propiciaram inúmeros benefícios à humanidade, trouxeram impasses severos. Nesse viés, a facilidade do acesso à informação propicia que qualquer indivíduo pratique atos de pirataria no ciberespaço. Ademais, ao pesquisar qualquer conteúdo pago e dotado de direito autoral, consegue-se encontrar facilmente várias fontes desses. Isso, portanto, vem ao encontro das ideias do geógrafo, ao passo que a tecnologia é usada de forma desonesta e a própria sociedade globalizada participa diretamente disso. Dessarte, o governo não tem punido os malfeitores adequadamente, mesmo com várias leis na Constituição Federal defendendo a autoria, e então, os números de plágio crescem exponencialmente no Brasil.     

       Outrossim, ao passo que a criatividade é negligenciada nas escolas, o ''jeitinho brasileiro'' é motivo de orgulho para alguns. Inicialmente, vale ressaltar que a Base Comum Curricular, com seu modelo arcaico e fixo, possibilita aos alunos uma pequena capacidade crítica e criativa. Tal cenário comprova-se na pesquisa da Universidade de Campinas, que diz que 87% dos estudantes chegam à universidade sem saber o que é plágio. Consequentemente, aprender noções de oratória, originalidade, senso crítico e pesquisa científica devem ter o mesmo valor de matérias como números complexos, eletromagnetismo e hormônios vegetais. Porém, isso só será possível se o silenciamento acerca da questão dos direitos autorais for combatido, bem como a forma ''malandra'' de realizar as atividades docentes.

      Portanto, a imitação de obras intelectuais é um problema que deve ser combatido tanto na questão da pirataria quanto nas suas raízes educacionais nocivas. Assim, urge que o Governo Federal, em parceria com o Conselho Educacional, promova aulas e palestras interativas nas escolas brasileiras, com ajuda de profissionais eficientes, por meio de vídeos didáticos e gincanas que estimulem originalidade. Além disso, com a finalidade de alertar os indivíduos sobre os perigos dos crimes virtuais faz-se essencial uma maior fiscalização virtual, obediente à Constituição. Dessa maneira, nossos futuros adultos irão ser mais responsáveis perante esse obstáculo nacional e poderão ter não só conhecimento prático de honestidade, mas também de direitos autorais.

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