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Dessalinização da água

                Segundo a Organização das Nações Unidas, se não houver mudanças na gestão da água, até 2030 o planeta apresentará um déficit de cerca de 40%, em relação à disponibilidade de água adequada ao consumo. Tendo em vista evitar esse problema, uma possível solução é a utilização da água do mar, que é encontrada em abundância. Contudo, para torná-la própria ao consumo, é necessário retirar o sal desta, o que não é um processo fácil. Para tal, há dificuldade em encontrar um método que seja economicamente viável e, além disso, sustentável. Diante dessa problemática, deve-se analisar com cautela qual método deverá ser adotado de forma que traga mais benefícios que o contrário.


                Com o avanço tecnológico, foi proporcionada uma redução nos custos de técnicas de dessalinização. Entretanto, a aplicação ecologicamente correta gera custos adicionais. Segundo a Associação Internacional de Dessalinização, o custo para remover o sal de um mil litro de água, corresponde a cinquenta centavo de dólar. Considerando apenas o consumo doméstico, essa medida é plausível. Em contraste, a agricultura, responsável pelo consumo de cerca de 70% da água potável, sofrerá um aumento nos custos no processo de cultivo, refletindo no preço dos produtos. Dessa forma, é preciso encontrar um meio-termo que atenda de forma adequada à demanda.


                Além disso, a sustentabilidade do processo em questão, deve ser levada em conta, visto que, ao dessalinizar a água, é produzida a salmoura. Na medida em que a água é tratada, a quantidade de rejeito é formada proporcionalmente.  É sabido que o despejo inadequado desse subproduto pode provocar a degradação do solo e afetar o lençol freático. Sendo assim, é necessário um local parar o armazenamento desse excedente e, posteriormente, o encaminhamento deste para um espaço que possa recebê-lo sem sofrer grandes consequências.


                Por fim, o processo de dessalinização é uma realidade próxima, necessitando apenas entrar em sintonia com a sustentabilidade e o mercado financeiro, para se tornar viável. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com as Universidades Federais, realizar projetos de pesquisa para comparar qual método é mais eficiente, e desenvolver soluções para o descarte e/ou reuso do subproduto desse processo. Dessa forma, procura-se garantir o suprimento de água potável para o uso humano e industrial, sem trazer consigo prejuízos irreversíveis ao meio ambiente, e assim dar um passo adiante no processo sustentável de obtenção de água adequada ao uso.

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