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Dessalinização da água

Segundo o geógrafo brasileiro Nilton Santos, a globalização não atinge todas as partes do globo de forma igualitária. Dessa afirmação, pode-se perceber que a tecnologia disposta nos países não é homogênea e isso acarreta, por exemplo, diferenças na forma como a água é aproveitada pelos cidadãos de cada país. O Brasil, por exemplo, comporta uma imensa quantidade de água, mas esse recurso é mal utilizado e não é devidamente distribuído aos cidadãos, existindo, ainda, escassez de água física e econômica. Tais fatos requerem intervenções do Governo para serem amenizados, seja pelo maior estímulo à instalação de dessalinizadores no país, seja pela adoção de outros métodos que visem a distribuição e preservação da água potável do país.


À priori, vale ressaltar que o atual presidente do país, Jair Bolsonaro, em acordo com Israel, procura aumentar a dessalinização das águas salobras para o abastecimento do Nordeste. Essa medida ajuda, segundo o Ministério do Meio Ambiente, ajuda 230 mil pessoas e se mostra um excelênte meio para mitigar a estiagem de estado. No entanto, deve-se ter cuidado com os impactos negativos que ela pode acarretar, como desequilíbios ambientais e aumento das dívidas públicas devido os custos para o investimento e manutenção serem elevados. Diante disso, é bem vindo outras alternativas para aumentar a disponibilidade de água potável.


À posteriori, segundo a geografia física, a água potável é escassa no país, de forma física - como no Nordeste brasileiro, que sobre com a falta de água devido condições climáticas - e econômica - como em capitais, as quais possuem água disponível, mas são massivamente utilizadas pela indústria e agropecuária ou se encontram poluídas de agrotóxicos, obrigando os indivíduos a comprarem água potável de boa qualidade. Nesse sentido, urge a necessidade de outros sistemas, como o investimento na água de reuso, a qual consiste em reutilizar a água dos esgotos como insumos agrícolas e em algumas plantações. Essa opção é barata e, se aplicada, será benéfica para o país, pois evita a utilização de água destinada aos cidadãos em setores econômicos e reduz impactos negativos dos esgotos em rios e lagos, preservando, dessa forma, a água circulante no país.


Portanto, diante do supracitado, vê-se que o país precisa de alternativas para garantir o abastecimento de água para os cidadãos brasileiros. Nesse sentido, é fundamental que o investimento nos dessalinizadores permanece, e o Ministério do Meio Ambiente - por ser o órgão vinculado às questões preservacionistas - comande sua fiscalização, por meio da criação de departamentos de vigilância, as quais devem estar vinculadas aos municípios em que serão instalados os maquinários, a fim de minimizar os impactos negativos dessa alternativa. Outra opção é a criação, pelo Poder Legislativo, de uma lei que torne obrigatório o uso do esgoto para fins de reuso no setor secundário e primário da economia, a fim de poupar a água potável e, dessa forma, torná-la mais presente na vida dos cidadãos. Dessa forma, somando-se a dessalinização com as opções alternativas, poder-se-á evitar e mitigar um problema grave do Brasil: a má gestão dos recursos hídricos.

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