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Dessalinização da água

A água está presente em quases todos os produtos de consumo humano. O quanto desse recurso é utilizado para chegar ao resultado final é um cálculo muito complexo. No Brasil, apesar de possuir cerca de 12% da água doce do planeta, esse recurso é mal distribuído. A falta de investimento em tecnologias que visam levar esse elemento à todas as áreas, além de garantia do aporte necessário para a produção de bens de consumo reflete um cenário desafiador, configurando-se um grave problema social.


Em um primeiro plano, deve-se entender que segundo a Lei nº 9.433 de 1997, mais conhecida com Lei das águas, esse elemento é um bem público e considerado recurso natural limitado dotado de valor econômico. Regiões como a Amazônia, por exemplo, sobressaem seu aporte aquífero em relação ao semi-árido nordestino, que pouco recebe chuvas durante o ano, vivendo em constante crise hídrica. Essa discrepância hídrica gera uma insatisfação da comunidade, que muitas vezes não chega a consumir o recomendado pela ONU que são 110 litros por habitante/dia suficientes para suprir as necessidades básicas de uma pessoa. Nesse sentido, percebe-se que realizar a distribuição isonômica da água é de extrema relevância, sendo necessárias formas de pô-la em prática.


Paralelamente a isso, apesar da distribuição da água ser uma solução concreta, é um investimento muito alto. A transposição do rio São Francisco tem um custo final de aproximadamente 20 bilhões de reais, com custos de energia a serem arcados pelos Estados em torno de 800 milhões por ano. Tais cifras assustam e outras tecnologias são necessárias. A dessanilização da água, processo conhecido como Osmose Reversa, tem um baixo custo. Avaliado em aproximadamente R$ 2,00 reais a dessalinização de um metro cúbico de água tornando-a própria para o consumo humano. No entanto, o transporte dessa água tratada para as regiões também tem um alto custo, tornando fincanceiramente inviável. Diante disso, é necessárias medidas urgentes que visem dirimir as consequências dessa escassez de água.


Sendo assim, buscar formas de distribuição e tratamento de água própria para o consumo da comunidade brasileira é um grande desafio. Para combatê-lo, são necessárias alternativas concretas que tenham como protagonistas o Estado, a escola e a mídia. O Estado deverá investir com afinco no desenvolvimento de tecnologias de dessalinização e transporte da água, com o objetivo de levar esse bem para todas as regiões, além de criar punições mais severas para quem realizar desperdício. A escola, formadora de caráter, deverá conscientizar os alunos quanto ao consumo consciente da água, mostrando-os que esse bem não é abundante em todos os lugares. A mídia, deverá veicular propagandas de conscientização quanto ao consumo da água, mostrando que a falta desse bem afeta a produção de alimentos e bens de conforto. Pois, somente assim, poderemos construir um país sustentável.

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