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Desinformação na Era da Informação

No que se refere à desinformação compartilhada nas mídias sociais, é possível afirmar que os boatos viralizados influenciam negativamente o comportamento da sociedade brasileira. Isto se evidencia não só pela possibilidade da informação ser publicada ou recebida por qualquer pessoa; mas também pela possibilidade de informações falsas acarretarem em consequências reais.
Relativo à falta de fiscalização das informações compartilhadas por meio de mídias sociais, podemos perceber que estas possuem credibilidade duvidosa. A palavra "pós-verdade" foi eleita a palavra do ano de 2016 pela universidade de Oxford. Tal fator expõe a severidade da epidemia de noticias, tendenciosas ou falsas, que recebemos, e possivelmente compartilhamos, diariamente. A falta de questionamento sobre a origem da notícia deixa muitos receptores vulneráveis à possíveis boatos, o que pode ainda acarretar no compartilhamento do conteúdo por parte do indivíduo, contribuindo assim com a viralização da falsa notícia.
Convém, também, lembrar que as falsas informações podem trazer consequências significativas para eventos reais, como afetar eleições ou alterar hábitos de consumo, simplesmente por influenciar na opinião comum de parte da população. Em 2017, o facebook, aliado ao Google, se viu obrigado a combater rumores espalhados em seus servidores após ser acusado de influenciar na vitória do candidato Donald Trump. Acusações estas que tiveram como base a propagação de noticias infames contra a candidata Hilary Clinton. Quando notícias, falsas ou não, estão alinhadas com as ideologias de seus leitores, há uma predisposição, por parte do indivíduo, de acreditar no conteúdo recebido. O cidadão possuidor de fraco senso crítico é rápido para crer em notícias que apelam para seu lado emocional.
Os boatos, portanto, tem capacidade de gerar consequências reais e severas, trazendo consigo um golpe negativo e tendencioso, tanto no lado intelectual, quanto no comportamental da sociedade. Assim sendo, a mídia brasileira, em conjunto com núcleos familiares, devem fomentar campanhas educativas e debates, por meio de exposição das consequências desencadeadas por boatos prévios, com o intuito de conscientizar e estimular o senso crítico e o questionamento dos leitores para com a credibilidade de futuras notícias; diminuindo, assim, o impacto causado pela desinformação digital.
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