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Desinformação na Era da Informação

A veracidade e objetividade das informações sempre foi um desafio para historiadores e jornalistas, diante disso várias correntes historiográficas aperfeiçoaram métodos de estudos, a principal delas é a Escola dos Annales. Atualmente, na era digital, com o bombardeio de notícias e a falta de checagem, os famosos e velhos boatos são disseminados, agora de forma instantânea.
É inegável a democratização da informação na sociedade contemporânea, o que antes era acessível a poucos e produzido por intelectuais, hoje se torna popular. Contudo, junto ao fácil acesso e disseminação há uma desinformação, pois as notícias falsas e sem fontes confiáveis ''bombam'' nos meios de comunicação. Isso é causado por uma falta de educação conscientizadora baseada em temas geradores, sociais e cidadães, como defendido pelo educador Paulo Freire. Assim, os internautas não sabem utilizar corretamente a ferramenta digital e discernir a natureza das informações. Um exemplo disso, são as errôneas especulações sobre ''o fim do mundo'' e sites falsos de venda online , o que gera perdas financeiras e o terror social.
É por meio da internet que o tempo e espaço são comprimidos e o virtual se torna um local de conforto, ou seja, ''Passárgado'', pois as pessoas são empoderadas a disseminarem o que desejam sem pensar nas consequências. A causa disso, é uma sociedade de relações e formas de amor líquidos, como afirma o sociólogo Zygmunt Bauman. Assim como, a falta de uma rede integrada virtual, com profissionais capacitados, que desmistifique, censure as informações abusivas e errôneas. Um bom exemplo disso, é o que ocorre no programa Fantástico, através do quadro o ''Detetive Virtual'', pois um grupo de especialistas esclarecem as dúvidas dos internautas de vídeos e imagens publicadas.
A desinformação na era da informação é um problema. Portanto, cabe as escolas, por meio de uma educação conscientizadora, com palestras de jornalistas e historiadores, peças teatrais e aulas de informática, ensinar os alunos a discernirem a natureza das informações. É dever do Ministério da ciência e tecnologia, através de análises dos profissionais, classificar sites e fontes das notícias confiáveis. Por fim, cabe a população, por meio da denúncia, ajudar na disseminação de informações mais transparentes e objetivas.
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