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Desigualdade social no Brasil e no mundo: um desafio a ser superado
Conforme o artigo 3° da Constituição de 1988, a República Federativa do Brasil explora o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária de modo a garantir o desenvolvimento nacional e a equipolência perante a lei. Não obstante, é notória a não concretização de tais princípios, visto que, a população apresenta-se altamente desigual de modo persistente na contemporaneidade. Nessa conjuntura, faz-se fulcral analisar como a herança histórico-cultural e do poder capitalista corroboram a problemática em questão. Primordialmente, é digna a menção da bipartição socialmente imposta, a qual glorifica os ricos, monstrualiza os pobres e, por subsequente, marginaliza e suga as possíveis oportunidades que lhes seriam fornecidas. Diante da visão sociocultural, essa realidade se apresenta historicamente, na qual, as favelas padronizam novos estereótipos de senzalas, marcadamente oprimidas pelo preconceito desde os períodos de modernização da cidade do Rio de Janeiro, em 1902, a qual caracterizou-se pela destruição dos cortiços e desalojamento das camadas populares, provocando sua migração para as periferias. Com efeito, o abandono dos menos favorecidos retira bruscamente as chances de ascenção social legais e os obriga a buscar esse processo por meios ilícitos, motivando a segregação e a improdutividade social. Faz-se mister, ainda, salientar o poder capitalista como impulsionador do impasse. Isso porque, a má distribuição de renda de determinadas classes sociais, é responsável por proporcionar uma parcela privilegiada com alto poder de consumo, enquanto, os indivíduos de baixo poder aquisitivo, por não terem boas condições de vida, precisam conviver com situações de risco, como insegurança alimentar, convívio em ambientes de alta violência e baixa perspectiva de vida. Prova disso, são as disparidades salariais, assim como, a inflação e os altos impostos que diminuem o poder consumista, principalmente das classes mais abastadas. Tal contexto, concretiza as pesquisas de Zygmunt Bauman acerca da inoperância estatal, ao depositar sobre o Estado o peso de influenciador direto do crescimento desigual e naturalizado pelas camadas robustas. Mediante o exposto, nota-se que a desigualdade ainda é um problema social no Brasil, portanto, deve-se buscar alternativas para a sua amenização. Por isso, cabe ao governo melhorar a empregabilidade, como medida paliativa, a fim de promover o acesso igualitário ao emprego digno, tendo como efeito uma progressiva economia do país. Outrossim, as autoridades junto ao Ministério da Educação, devem assegurar políticas de inclusão social, de modo a investir na educação pública, com mais cursos profissionalizantes, com o intuito de oferecer qualificação aos indivíduos de comunidades carentes. Somente assim, será possível, então, construir uma sociedade fiel aos princípios da Constituição.
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