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Desigualdade social no Brasil e no mundo: um desafio a ser superado

Em 1997, historiador Eric Hobsbawm desenvolveu estudos acerca da desigualdade social do Brasil, a fim de que essa questão fosse debatida com mais frequência e tratada com mais prioridade. Todavia, a negligência em torno desse problema mostra que a população mais carente enfrenta muitos obstáculos na sociedade, como falta de saneamento básico e falta de moradia, o que contraria a proposta feita por Hobsbawm. Com efeito, a visão reducionista sobre a desigualdade social e a omissão estatal precisam ser desconstruídos.
Em primeiro plano, é necessário destacar que o desemprego teve uma elevação acelerada no ano de 1929 com a queda da bolsa de valores de Nova Iorque -fato em que muitos países foram afetados como Alemanha, Dinamarca e Noruega- de modo em que houve a falência de milhares de empresas e salários foram reduzidos 50%, assim consequentemente, milhares de pessoas perderam seus patrimônios, uma vez que estavam investidos em valores. Diante disso, infelizmente a desigualdade social ainda cresce desenfreadamente e ainda convém lembrar que o papel social do Estado não se efetivará enquanto não for criado mecanismos para redistribuição de renda entre a população.
Outro fator existente é a visão reducionista -principalmente das camadas mais altas- em relação à segregação socioespacial, em que é notório que poucas pessoas vivem muito bem e com muito dinheiro, enquanto a maioria da população vive em estado crítico de sobrevivência. Nesse viés, foi publicada uma matéria no G1 que contava sobre o sociólogo Karl Marx - o primeiro intelectual a falar sobre desigualdade entre classes- em que o sociólogo se impõe sobre os processos de acúmulo de capital e de exploração de trabalho, o que influencia diretamente na população e no alto contraste entre ricos e pobres.
Impende, pois, que o Estado cumpra de fato, o seu papel no âmbito social. Para isso, ele deve, com urgência, favorecer uma melhor empregabilidade e propiciar políticas de inclusão social- na educação e no meio profissional- através do arrecadamento dos impostos que os cidadãos pagam para ele, a fim de que as pessoas de classes mais baixas sejam valorizadas e possam ter seus direitos básicos como seres humanos, e assim, gradativamente, a desigualdade social poderá ser reduzida. Dessa forma, os estudos de Hobsbawm se tornarão eficazes para a sociedade.

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