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Desigualdade social no Brasil e no mundo: um desafio a ser superado

O livro "Quarto de Despejo- Diário de uma Favelada", lançado em 1960, é um relato pessoal vivido pela autora Carolina Maria de Jesus. Por meio dele ela relata as dificuldades de viver numa favela brasileira nos anos 50. Esse livro denuncia como que os políticos brasileiros eram coniventes com a grande desigualdade social instalada no Brasil. Com o descaso dos representantes do mesmo país, a situação perdurou mesmo depois de mais de meio século.
De acordo com a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, coordenada pelo economista francês Thomas Pikkety, quase 30% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país, uma das maiores concentrações do tipo no mundo. Esse problema não é simplesmente um fato qualquer e sim algo que causa um efeito dominó, visto que a grande desigualdade social, acompanhada da marginalização sofrida pelos mais pobres, são sempre apontadas como uma das principais causas da violência no Brasil. Um exemplo disso é o aglomerado de Paraisópolis, um dos mais antigos de São Paulo, que se encontra a poucos metros de uma região nobre da mesma cidade com luxuosos condomínios. São justamente nesses aglomerados urbanos que mais se encontra pessoas que não possuem o básico para a sobrevivência e também onde é observado maiores índices de criminalidade.
Outro problema causado por grande disparidade social entre os cidadãos é a questão de saúde pública. De acordo com a revista médica The Lancet, a pobreza encurta a vida quase tanto quanto o sedentarismo e muito mais do que a obesidade, a hipertensão e o consumo excessivo de álcool. De acordo com a mesma, o baixo nível socioeconômico é um dos mais fortes indicadores de morbidade e mortalidade prematura em todo o mundo. Isso pode ser comprovado quando é observado o Índice de Desenvolvimento Humano e o Índice de Gini dos estados das regiões norte e nordeste do Brasil. São os estados menos desenvolvido, que apresentaram aumento no Índice de Gini e também os que possuem uma taxa de expectativa de vida menores do que as regiões sul e sudeste do mesmo país.
Em virtude de todos os fatos mencionados é inegável a gravidade de tamanha disparidade social em um país. O Poder Legislativo e Executivo deveria propor programas sociais na área da educação, onde seria ofertados cursos técnicos e profissionalizantes para promover uma melhor capacitação das pessoas mais pobres para o mercado de trabalho. Além de propor medidas para melhor distribuição das riquezas geradas no país e conscientizar a população para se informarem e cobrarem quaisquer promessas de programas ou reformas promovidas. E por fim alertar aos cidadãos a denunciarem no MP caso suspeitem de qualquer ilicitude.
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