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Desaparecimento de pessoas no Brasil

O rei D. João Sebastião de Portugal desapareceu na batalha de Alcácer- Quibir no século XVI. Essa circunstância gerou, na memória do povo lusitano, a aflitosa expectativa da volta desse imperador em momentos ruins. Hodiernamente, famílias brasileiras sentem a mesma sensação cujo povo português passou à espera da volta de seu amado. Sofrem, choram, questionam-se quando essa dor passará. Infelizmente, tendo em vista o desleixo populacional para encontrar desaparecidos, atrelado ao descaso do Estado para ajudar as famílias danificadas, a expectativa para que esse sofrimento acabe é mínima.

 

Em primeiro lugar, a ausência de empatia da nação brasileira em relação ao desaparecimento estrutura a incapacidade de solucionar esse problema. Émile Durkheim, sociólogo positivista do século XIX, confirmou que as sociedades industriais seguem a solidariedade orgânica, ou seja, o consenso social é inferior à noção de individualismo. Nesse sentido, o ser único tornou-se muito mais relevante do que a coletividade, gerando, por conseguinte, a neutralização da alteridade na sociedade moderna. Lamentavelmente, essa ausência de altruísmo causou o descaso da população com a assistência na procura das pessoas que sumiram. Porquanto, normalmente, existe uma sensação dessa situação não ocorrer no seu seio familiar, gerando, então, a escassez, de cooperação social para o encontro de pessoas ausentes. Esse fato desengana os companheiros do sumido, pois tudo fica mais difícil sem a assistência de outrém.

 

Além disso, a negligência populacional deu o direito do Governo não reagir aos enormes casos de desaparecidos na sociedade brasileira. Ainda que existam leis que amparem, a família de pessoas em ausência no Brasil, essas obrigações seguem vilipendiadas. A causa do desrespeito do Estado com seu dever máximo se dá, principalmente, devido à falta de cobrança da comunidade brasileira para com o encontro de pessoas perdidas. É da normalidade desse Gestor não agir no que não é cobrado pela população e, infelizmente, a falta de empatia do indivíduo desse território permiti que o Governo não cumpra seu dever sem nenhum tipo de reação população. Nesse sentido, famílias seguem sem assistência econômica, social, emocional. Ora pelo seu estado, ora pelo seu povo. É necessário, assim sendo, a solução drástica dessas 2 causas deturpadas que oprimem as vítimas nessa terra.

 

É inegável, portanto, o quão explícito é o descaso das ações para desaparecidos no Brasil, situação que precisa ser resolvida. O Ministério da educação, principal ferramenta para solução de problemas estruturais, deve, paulatinamente, compor no ideal da nova geração, a assistência ao descobrimento de desaparecidos como um dever social. Para que isso ocorra, palestras com familiares de pessoas perdidas, investigadores desses casos devem ser dadas nas escolas. Aqueles devem expor seus relatos de angústia e ausência, enquanto estes devem explicar como ajudar nas investigações para o encontro de pessoas sumidas, bem como auxiliar os companheiros das vítimas. Com o intuito de neutralizar o pensamento egoísta da população. É preciso, também, que o poder Executivo máximo, ou seja, o presidente, imponha decretos que deem assistência econômica e social para os parentes dessas vítimas. Com a intenção de atenuar a dor desses indivíduos. Nesse sentido, o sofrimento secular que permeou o povo lusitano e hoje viola a nação brasileira será neutralizado.

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