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Desaparecimento de pessoas no Brasil

  De acordo com a instituição Cruz Vermelha, o número de desaparecidos aumentou em 786 mil em um período de 10 anos no Brasil. Sob essa perspectiva, o desaparecimento de pessoas vem a ser um grave problema societário, o qual é fomentado, sobretudo, pela ausência de um banco de dados nacionalmente integrado e pela falta de prioridade de investigação nas delegacias regionais. Logo, o desenvolvimento de políticas publicas contrárias a questão tratada é imprescindível á garantia do bem-estar coletivo.


  Nesse contexto, o alto índice de desaparecimento de pessoas no Brasil suscita medidas interventivas urgentes, porém o que se observa, na realidade, é a omissão do Poder Publico diante da busca por esses indivíduos. Isso decorre da ausência de um banco de cadastro de desaparecidos eficiente e nacionalmente integrado, pois a baixa funcionalidade e isolamento do sistema cadastral vigente dificulta a comunicação entre os Órgãos Públicos e reduz o raio das buscas, por exemplo. Tal situação configura uma “Anomia Social”, a qual, segundo Emile Durkheim, rompe a harmonia e o equilíbrio societário ao constatar a fragilidade das instituições estatais frente a um problema danoso ao corpo coletivo em geral. Dessa maneira, as famílias afetadas pela problemática em questão mantêm as buscas por conta própria e vivem sob luto permanente.


 Ademais, o fato de o desaparecimento de pessoas ser visto meramente como um fenômeno social leva à falta de prioridade de investigação nas delegacias nacionais.Isso é comprovado pelas reportagem “Luto sem fim” do site “rede Brasil atual”, cujo conteúdo mostra que, muitas vezes, os casos em questão não são investigados.Consequentemente, as possíveis causas da desaparição de um individuo são pouco explanadas, de modo a prolongar as buscas e reduzir as chances de sucesso na procura por alguém. Nesses termos, são muitos os desafios intrínsecos a questão em foco, os quais vão desde o alheamento coletivo à inoperância do poder público.


É necessário, portanto, que haja uma ação conjunta entre Estado e sociedade em prol da redução e investigação dos casos de desaparecimento no Brasil. Para tanto, cabe ao Governo o desenvolvimento de um banco cadastral de desaparecidos nacionalmente integrado, por meio do uso de ferramentas da tecnologia da informação, como a “Google Maps”, associado ao sistema operacional da Polícia. Tal ação possibilitará o aumento do raio de buscas com ferramentas, como o GPS, a fim de aumentar as chances de encontrar pessoas sumidas. Além disso, a sociedade deve cobrar a investigação de casos de desaparecimento, por meio de petições  e protesto passivos, em prol da combate ao aumento dessa problemática.

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