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Desaparecimento de pessoas no Brasil

   Na popular série da Netflix “Stranger Things”, o pequeno Will é dado como desaparecido, deixando sua mãe e amigos atordoados a sua procura. Fora da ficção, essa é uma cena que se torna cada vez mais comum com crianças e adolescentes no Brasil. Contudo, diferente do longa-metragem, não são frutos de acontecimentos sobrenaturais, mas da própria crueldade de indivíduos que se aproveitam da desinformação dos pueris e causam aflição em muitos pais brasileiros.


     Em primeira análise, cabe pontuar a necessidade do Estado e dos pais de alertar as crianças sobre o cuidado com estranhos, pois, como afirmou John Locke, a mente humana é uma tábua rasa que é preenchida com conhecimentos ao decorrer da vida. Logo, as crianças são mais suscetíveis à manipulação dos adultos pela falta do senso crítico e são ainda mais propensos se não forem instruídas. Por isso, fica evidente a urgência do debate sobre os desaparecimentos desde a formação básica.


   Em segunda análise, as consequências desse cenário de desinformação são destrutivas e tangentes ao credo, pois, só dos contabilizados, 40 mil crianças desaparecem por ano, de acordo com a ONG Mães de Sé. Nesse sentido, os dados dos jovens são bem divulgados no início, mas as pessoas gradativamente vão se esquecendo desses rostos e as investigações esfriam, enquanto as famílias nunca deixam de sofrer pelo fato. Vale ressaltar que o destino dessas vítimas pode ser do trabalho escravo até o abuso da pornografia infantil, agravando potencialmente o problema.


    A partir dos fatos supracitados, políticas públicas devem ser criadas para atenuar a problemática. Primordialmente, o Estado, em forma do Ministério da Educação, deve criar uma campanha, com subsídio estatal, em colégios públicos e particulares, com palestras de policiais e representantes do Concelho Tutelar para alertar, incentivar o autocuidado das crianças e combater a desinformação. Ademais, o Concelho pode criar um site que arquive os casos de desaparecimentos por ano, mês e local, disponibilizando-os e atualizando a população para que possam ajudar em investigações. Só assim a tábua rasa infantil será preenchida e menos famílias irão sofrer.

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